O Troféu Gralha Azul, na sua 21ª edição, é um dos eventos mais esperados do teatro curitibano. Desde 1974 premia os melhores em 25 categorias, que abrangem melhores texto, direção, ator, atriz e técnica. Os vencedores levam para casa uma estatueta criada pelo artista plástico Ivens Fontoura. Os organizadores prometeram a lista de premiados somente para hoje. A expectativa este ano ficou por conta do espetáculo ‘‘À Grega’’, que recebeu sete indicações.
O Troféu Gralha Azul é uma realização do Centro Cultural Teatro Guaíra e a entrega do prêmio ocorreu ontem no Círculo Militar, onde entrou pela madrugada com o Baile dos Artistas. Entre os recordistas do Troféu estão: Beto Bruel, com 15 premiações, Regina Vogue (12), Áldice Lopes e Fernando Marés (9), Cleide Piaseki (8), César Sarti e Fátima Ortiz (7), Luiz Afonso Burigo (6), Édson Bueno, Enéas Lour e Rosy Greca (5) e Celso Loch (4).
Para o diretor de ‘‘À Grega’’, Marcelo Marchioro, o troféu é muito importante para quem faz teatro no Paraná. Ele sugere, inclusive, que o Estado promova outros prêmios e não fique reduzido a uma única premiação.
O ‘‘Gralha Azul’’, criado em 1974 pela Associação Profissional dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado do Paraná, ficou em ‘estado latente’, até 1995, quando o Teatro Guaíra assumiu-o, como sendo de sua competência.
Na sua primeira edição, venceu o prêmio, o espetáculo ‘‘Paraná Terra de Todas as Gentes’’, produzido pelo Teatro de Comédia do Paraná; a melhor direção foi para Oraci Gemba, com ‘‘A Casa de Vernarda Alba’’, que também levou os troféus de melhor atriz (Silvia Chamecki), melhor ator (Sandores França), melhores atriz coadjuvante (Antonia Chagas) e ator coadjuvante (Clóvis Aquino), revelação feminina (Angela Wogel), cenário (Ronaldo Leão Rego) e melhor iluminação (Beto Bruel).

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