Um espetáculo à parte
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de dezembro de 2000
De Curitiba 
O Troféu Gralha Azul, na sua 21ª edição, é um dos eventos mais esperados do teatro curitibano. Desde 1974 premia os melhores em 25 categorias, que abrangem melhores texto, direção, ator, atriz e técnica. Os vencedores levam para casa uma estatueta criada pelo artista plástico Ivens Fontoura. Os organizadores prometeram a lista de premiados somente para hoje. A expectativa este ano ficou por conta do espetáculo À Grega, que recebeu sete indicações.
O Troféu Gralha Azul é uma realização do Centro Cultural Teatro Guaíra e a entrega do prêmio ocorreu ontem no Círculo Militar, onde entrou pela madrugada com o Baile dos Artistas. Entre os recordistas do Troféu estão: Beto Bruel, com 15 premiações, Regina Vogue (12), Áldice Lopes e Fernando Marés (9), Cleide Piaseki (8), César Sarti e Fátima Ortiz (7), Luiz Afonso Burigo (6), Édson Bueno, Enéas Lour e Rosy Greca (5) e Celso Loch (4).
Para o diretor de À Grega, Marcelo Marchioro, o troféu é muito importante para quem faz teatro no Paraná. Ele sugere, inclusive, que o Estado promova outros prêmios e não fique reduzido a uma única premiação.
O Gralha Azul, criado em 1974 pela Associação Profissional dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado do Paraná, ficou em estado latente, até 1995, quando o Teatro Guaíra assumiu-o, como sendo de sua competência.
Na sua primeira edição, venceu o prêmio, o espetáculo Paraná Terra de Todas as Gentes, produzido pelo Teatro de Comédia do Paraná; a melhor direção foi para Oraci Gemba, com A Casa de Vernarda Alba, que também levou os troféus de melhor atriz (Silvia Chamecki), melhor ator (Sandores França), melhores atriz coadjuvante (Antonia Chagas) e ator coadjuvante (Clóvis Aquino), revelação feminina (Angela Wogel), cenário (Ronaldo Leão Rego) e melhor iluminação (Beto Bruel).


