Um escritor sempre em pauta
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Maria Fernanda Rodrigues <br> AE 
Ignácio de Loyola Brandão não gosta da ideia de que suas lembranças e as histórias que viveu caiam no esquecimento - dele, inclusive. Por isso também, ele escreve. Mas garante que faz isso tudo sem nostalgia e que jamais entraria na máquina do tempo e voltaria para a Araraquara da sua infância e juventude. "Meu tempo é esse", afirma. A perplexidade despertada pelo momento atual o levou a fazer algo que não fazia há 10 anos: escrever um romance. Era com "Desta Terra Nada Vai Sobrar a Não Ser o Vento Que Sopra Sobre Ela" que ele queria comemorar o aniversário, mas não gostou do rumo que a história estava tomando, recomeçou do zero e não pôde terminar. O livro novo não faz exatamente uma reflexão sobre o Brasil de hoje, mas reflete esse país que vem assombrando o escritor.
Antes disso, porém, apresenta "Se For Pra Chorar Que Seja de Alegria" (Global), com uma seleção de crônicas, quase todas publicadas no Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo, cujo lançamento aconteceu na última quarta-feira, na Livraria Martins Fontes, da Av. Paulista, em São Paulo. Este é só o começo dos festejos. No domingo, Ignácio e sua filha Rita Gullo fazem o show "Solidão no Fundo da Agulha" no mesmo local, às 13 horas.
Serviço
Se for pra chorar que seja de alegria
Autor: Ignácio de Loyola Brandão
Editora: Global (184 págs.; R$ 39,90)


