O escritor francês Antoine Saint-Exupéry (1900-1944) era um apaixonado por aviões. Escrevia sempre com as mãos sujas de graxa e a aviação era tema recorrente em sua obra. Os colegas aviadores questionavam porque ele continuava pilotando se fazia tanto sucesso no meio literário, conquistando diversos prêmios. Entre tantas obras, escreveu ''Correio do Sul'' (1929), ''Vôo Noturno'' (1931), ''Terra dos Homens'' (1939), ''Escritos de Guerra'' (1942). Descreveu nesses livros, suas experiências como piloto no deserto, seus acidentes e a relação com povos distantes.
Sobreviveu a três graves acidentes aéreos, inclusive um no deserto do Saara. Mas em 31 de julho de 1944 seu avião desapareceu e jamais foi encontrado. Especula-se que tenha caído no Mar Mediterrâneo, ao redor de Marselha, na França. Estava triste por motivos profissionais e angustiado com o destino e a política de seus país. Saint-Exupéry era conhecido por ser hipocondríaco e solitário. Devido a suas últimas correspondências, alguns estudiosos afirmam que ele cometera suicídio.
O maior sucesso de Saint-Exupéry foi, sem dúvida, ''O Pequeno Príncipe'' (1943), traduzido para 120 idiomas. Vários de seus personagens tinham aparecido em livros anteriores. O livro reúne as angústias e verdades do piloto, utilizando todas as faces e subterfúgios de um garotinho que se encontra com um piloto que caiu no deserto. As vendas de ''O Pequeno Príncipe'' perde apenas para a Bíblia e ''O Capital'', de Karl Marx.(F.F.)

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