O escritor Ignácio de Loyola Brandão abre amanhã, às 19h30, o ciclo de palestras da ''Semana Literária do Sesc'', em Londrina. Paulista de Araraquara, ele é um dos nomes mais importantes das letras nacionais, contemplado com vários prêmios - o último foi o Jabuti, que recebeu pelo livro ''O Menino que vendia Palavras'' na categoria melhor ficção de 2008.
Como jornalista trabalhou em diversos veículos, entre eles o jornal ''Última Hora'', de Samuel Wainer, e as revistas ''Cláudia'', ''Realidade'', ''Setenta'', ''Planeta'' e ''Vogue''. Escreveu mais de 30 livros. Aos 74 anos, continua produzindo com fôlego invejável. Acaba de lançar ''Crônicas Para se Ler na Escola'' (Objetiva), que reúne textos publicados no jornal O Estado de S.Paulo.
Colocou ponto final em ''O Menino que Perguntava'', que está na editora em fase de ilustração. E revisa a última prova de um perfil biográfico da antropóloga e ex-primeira dama Ruth Cardoso. Simultaneamente, uma nova edição do romance ''Zero'' pulou da gráfica para as prateleiras em comemoração aos 35 anos de sua publicação.
Obra mais conhecida do autor, foi censurada durante a ditatura militar, sendo lançada primeiramente na Itália e só no ano seguinte no Brasil. ''Essa nova edição é especial, traz cem páginas a mais de making of contando como foi escrito, os nove anos que trabalhei nele, a estrutura anticonvencional, anárquica, caótica, fragmentada inspirada no filme 'Oito e Meio', de Fellini. É uma delícia para quem gosta de bastidores'', assinala ele.
Loyola lembra que, dos mais de 500 títulos proibidos pela censura, ''Zero'' foi o único título que não sucumbiu à posteridade. Leia entrevista feita por e-mail com o escritor na página 4.

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