Um encontro com a kora
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Omar Godoy<br> Equipe da Folha 
Instrumento raro e ancestral, a kora é a atração de hoje na Série Solo Música, no Teatro da Caixa, em Curitiba. Adotada há 25 anos pelo britânico Ravi-Justin Freeman, essa espécie de harpa africana tem um som suave e já foi usada em discos de celebridades musicais como Stevie Wonder e Herbie Hancock. Durante o recital, Freeman ainda promete apresentar alguns números de canto difônico, uma técnica asiática praticamente desconhecida do público ocidental.
Músico, professor e pesquisador, Ravi-Justin Freeman tem 15 discos gravados ao redor do mundo. Sua lista de parceiros inclui desde o roqueiro Jon Lord (da banda Deep Purple) até o jazzista Manu Katché, passando por músicos brasileiros. Essa conexão com o país já lhe rendeu dois álbuns: ''Neuneuneu-Huanity'', em dupla com Marlui Miranda, e ''Afrobasilian Project'', ao lado de nomes como Armando Marçal, Paulo Moura e Robertinho Silva.
De origem tribal, a kora vem sendo resgatada por uma nova geração de artistas africanos e pode ser encontrada em países como Gâmbia, Mali, Guiné e Senegal. Trata-se de um instrumento de 21 cordas, feito com cabaça, pele animal (de vaca ou antílope), linha de pesca e madeira. Seu som é descrito como um meio termo entre a harpa e o violão flamenco.
Já o canto difônico, também chamado de ''canto de garganta'', surgiu na Ásia e é marcado pela possibilidade de o intérprete entoar duas notas ao mesmo tempo. Para isso, exige muita concentração e esforço, para que o cantor trabalhe a mente e o corpo num estado único. Depois do recital desta noite, Freeman permanece mais um dia em Curitiba, para ministrar um workshop de kora. O evento, gratuito, acontece amanhã, às 19 horas, também no Teatro de Caixa.
SERVIÇO
- Série Solo Música com Ravi-Justin Freeman
QUANDO - Hoje, 20h30
ONDE - Teatro da Caixa (R. Conselheiro Laurindo, 280)
QUANTO - R$ 10 e R$ 5 (meia)
MAIS INFORMAÇÕES - (41) 2118-5111


