Assim como se deu há cinco anos, Angela Maria foi novamente convidada para o primeiro programa de ‘‘Noite de Gala’’. Aplaudida em pé pelo público, fez dueto com Agnaldo Rayol em ‘‘Ouvindo-te’’, música que Vicente Celestino gravou com Gilda de Abreu. Deixou o palco emocionada: ‘‘Sou uma pessoa muito feliz, privilegiada por Deus. Porque para receber tanto amor - e estou neste caminho há 46 anos - a pessoa tem que ter alguma luz, alguma coisa muito séria que vem de Deus’’.
No momento Angela trabalha seu mais novo disco, dedicado a Dalva de Oliveira. ‘‘Faço questão de resgatar tudo dela’’, disse. É uma luta na tentativa de trazer à memória aquilo que o País insiste em fazer - esquecer. ‘‘Dalva deu muito dela para nós em matéria de música, de interpretação, de tudo. E foi esquecida rapidamente.’’
A cantora entende que cabe aos artistas irem na contramão, contrariando os interesses da mídia que vive dos sucessos momentâneos. Dalva, Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Clara Nunes, Elis Regina e tantos outros merecem esse carinho. ‘‘Devíamos fazer como os argentinos, onde Carlos Gardel está sempre vivo. Queiram ou não esses que citei são grandes intérpretes e nosso cenário ficou um pouco mais pobre depois que se foram.’’ (Z.C.L.)

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