Um documentarista que fez escola
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2014
Folhapress 
Rio - Familiares, amigos e até personagens de documentários de Eduardo Coutinho prestaram sua última homenagem no velório do cineasta, na manhã de ontem, no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio.
O diretor Luiz Carlos Barreto ressaltou a importância de Coutinho na criação de uma nova identidade para o documentário brasileiro, bastante ligada às demandas sociais. "O Coutinho deu ao documentário uma importância social, revolucionando também a linguagem desse tipo de filme. Temos hoje uma escola surgida da obra de Coutinho. O João Moreira Salles, que é um grande documentarista, por exemplo, é um discípulo dele", disse Barreto.
João Moreira Salles era um dos amigos presentes no velório, mas preferiu não falar com a imprensa, assim como o poeta Armando Freitas Filho, amigo pessoal de Coutinho. O documentarista seria sepultado às 16h.
A presidente Dilma Rousseff lamentou ontem a "trágica morte" do cineasta. "Coutinho deixava que os personagens contassem suas histórias com suas próprias palavras, criando assim uma relação direta com o expectador", disse a presidente em sua conta do Twitter.
Segundo ela, "o Brasil e o cinema brasileiro perderam hoje seu maior documentarista". Ela destacou as obras "Cabra Marcado para Morrer", "Peões e "Edifício Master", da autoria de Coutinho.
Surto psicótico
Segundo a polícia Civil do Rio, Daniel matou o pai a facadas durante um surto de esquizofrenia. A mãe, Maria das Dores Oliveira Coutinho, 62 anos, levou duas facadas no peito, três no abdômen e apresenta uma lesão no fígado, e permanece internada.
De acordo com vizinhos, Daniel Coutinho morava com os pais e sofre de esquizofrenia. A polícia diz que a mãe dele só não foi assassinada porque se trancou no banheiro e conseguiu ligar para o outro filho do casal para pedir socorro.
Após agredir os pais, Daniel Coutinho tentou suicídio e chegou ao hospital com duas facadas no abdômen. Ele também foi submetido a cirurgia, mas seu estado de saúde é considerado estável desde que deu entrada na unidade.
A Polícia Civil já o indiciou sob suspeita de homicídio e tentativa de homicídio. O crime aconteceu no domingo, pouco antes do meio-dia, dentro do apartamento da família no bairro da Lagoa, zona sul carioca.
O delegado titular da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, disse que o caso é "uma expressão genuína da palavra tragédia, causada por um surto psicótico". Segundo o policial, Daniel Coutinho esfaqueou primeiro o pai, atacou a mãe e, depois, teria tentado se matar.
Barbosa disse que Daniel saiu correndo, já ferido, pelo prédio, aos gritos: "Libertei meu pai e tentei libertar minha mãe e eu. Tentando me furei duas vezes e nada acontece". Depois, voltou para casa. Em seguida, Maria das Dores e Daniel foram levados por bombeiros, chamados por vizinhos, para o Hospital Municipal Miguel Couto.


