A Orquestra Sinfônica do Paraná volta hoje às luzes do Guairão em Curitiba. O jovem maestro carioca, Sílvio Barbato, estará à frente do concerto, com um programa composto pela ‘‘Sinfonia nº 4 - A Italiana’’, de Mendelssohn, ‘‘Variações Sobre um Tema de Haydn’’, de Brahms, e ‘‘Bolero’’, de Ravel.
O regente comentou sobre as peças: ‘‘A Italiana’’ foi escrita por Mendelssohn depois de uma viagem empreendida pela Itália. O país impressionou-o muito e, utilizando temas populares dos lugares por onde andou, compôs a obra ‘‘com um tom de muita alegria’’.
As ‘‘Variações’’ são uma homenagem de Brahms aos princípios do classicismo e o ‘‘Bolero’’ é o que Barbato chama de ‘‘uma das composições mais pops da cultura erudita’’. Apesar de difícil execução, soa agradável aos ouvidos da platéia.
Esta é a primeira vez que Silvio Bonaccorsi Barbato dirige a Sinfônica do Paraná. Carioca, 39 anos, estudou composição e regência com Cláudio Santoro. Recebeu o Diploma de Alta Composição em 1985, no Conservatório Giuseppe Verdi, na Itália. Colaborou com Romano Gandolfi no Alla Scala de Milão.
Estreou a carreira de regente aos 26 anos, numa prova de fogo - conduzindo ‘‘Tosca’’ no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1989 assumiu a direção musical do Teatro Nacional de Brasília e da Companhia Ópera Brasil.
Na lista dos notáveis com quem trabalhou estão Montserrat CaballS, Aprile Millo, Plácido Domingo, Roberto Alagna e Angela Gheorghiu. Mantém ponte-aérea permanente entre Brasil e Estados Unidos, devido aos compromissos com orquestras americanas.

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