Em 1971, ‘‘Nicholas e Alexandra’’, que será exibido amanhã no Cinemax, às 17horas, era sobretudo um episódio da Guerra Fria, com sua ênfase no calvário dos Romanov sob o domínio dos bolcheviques russos. Mas, 30 anos depois, não existe mais comunismo e também já não se ouve falar da corrente que pretendia restaurar o poder dos descendentes de Nicolau 2º. Franklin Schaffner descreve aqui a trajetória de uma família doentia, de um czar fraco e um tanto demente, nem por isso menos sanguinário, e um drama da Revolução Russa: o que fazer com a família real? Questão que atormenta Kerenski e que Lênin resolve eliminando toda a família. O certo é que hoje se poderá observar o trabalho de Schaffner, cineasta admirável, livre enfim da conjuntura política.

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