Reprodução‘‘Oceano Satanás’’: espetáculo é feito no meio do público em clima de magia que surpreende pela sofisticaçãoA francesa Compagnie Jo Bithume estréia hoje, no Festival Internacional de Londrina, o mega-espetáculo ‘‘Oceano Satanás’’, às 18 horas, no Zerão. Embora seja um espetáculo de rua, a peça tem cenários requintados, muitos efeitos de luzes e sons, e deve agradar e surpreender o público.
Ganhador do Prêmio Internacional de Teatro de Rua de Holzminden, Alemanha, no ano de sua estréia, 94, o espetáculo conta uma história simples, um conto clássico do Bem contra o Mal. Um marinheiro se vê separado de sua amada pelas artimanhas do Diabo. Para resgatá-la e viverem felizes, ele vai ter que enfrentar grandes desafios impostos pelo demônio, como serpentes do mar, gigantes marinhos, bruxas, polvos e muito mais.
Dez atores, quatro músicos e quatro técnicos mantêm a trama - com mais de 30 personagens - em suspense o tempo todo, com ação em vários níveis, embalados por uma produção caprichadíssima que sobressai pela cenografia original. O público participa e faz parte do cenário. ‘‘Inicialmente o público pode até não perceber que é parte do cenário, mas como história se passa no oceano logo descobrem que são a água’’ - diz o coordenador da companhia, Christophe Prenveille.
É por entre e sobre o público que desfilam as ações da peça. ‘‘Os artistas andam no meio das pessoas, sobrevoam suas cabeças sobre cabos de aço, desfilam com pernas-de-pau. Os próprios cenários se locomovem entre as pessoas’’ - conta Prenveille. Por ter sido criado para apresentações internacionais, a peça traz pouco texto. ‘‘É um espetáculo essencialmente visual, o teatro de imagens’’ - diz.
Segundo ele, esta proposta faz parte da filosofia da companhia que, há 16 anos, vem criando espetáculos do tipo para serem apresentados em ruas e praças. ‘‘Nós tentamos transferir produções para espaços públicos sem perder uma certa sofisticação. A grande diferença entre os palcos fechados e esta é que não ficamos separados do público’’ - explica.
Prenveille diz que a companhia traduz, para o hoje, elementos da cultura popular. ‘‘E este espetáculo é isto, uma comédia popular, uma diversão para toda família. E quando digo popular quero dizer de qualidade porém acessível para toda a população, tanto para aqueles que costumam ir ao teatro, quanto aqueles que nunca entraram em uma sala de espetáculo’’ - afirma.

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