Um cirquinho do tamanho da imaginação não cabe em lugar algum somente nas proporções do ''Circo Minimal'', da Cia. Gente Falante, de Porto Alegre (SC). Mesmo com apenas dez centímetros de altura, os bonecos se tornam imensos, preenchendo a vida de sonhos em apenas alguns minutos de apresentação.
A curiosidade é a primeira a preencher o tempo, antes que, a platéia de sete em sete pessoas entre na tenda montada numa rua ou praça.
Na quinta edição do Festival Unipar de Teatro, em Umuarama, os bonecos tomaram conta ontem à noite da Feira do Produtor, no antigo IBC. Amanhã, às 9 horas, a tenda será montada no Bosque do Índio.
O espetáculo, que já foi visto pelo público do Festival Internacional de Londrina (Filo), não é só de encher os olhos, mas a alma.
Com direção artística e manipulação de Paulo Martins Fontes Neto, baiano que descobriu que poderia criar sua família de bonecos no Rio Grande do Sul, o espetáculo começou a ser idealizado em 1999. Em 2003 conquistou as ruas de diversas cidades.
Paulo fala dos seus bonecos, como alguém que diz uma poesia. As rimas, as estrofes são escritas com várias técnicas de animação.
O público é recebido por Eduardo Custódio, que também assina a produção. Ao entrar, a recepção pode ser feita pela Galinha Galinova ou o Pinguim Mágico, personagens do espetáculo, que se revezam a cada sessão.
Quando sai da apresentação, o espectador fez uma descoberta: não importa o tamanho do tempo, qualquer momento lúdico é sempre predestinado a ser imenso.

Serviço
- 'Circo Minimal', da Cia. Gente Falante, Porto Alegre (SC)Quando - Amanhã, às 9h
Onde - Bosque do Índio, Umuarama
Quanto - Entrada franca (ingressos devem ser retirados na Unipar, em Umuarama)

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