UM CASTELO NO REINO DA MAGIA
Francelino França
De Londrina
Meu nome é Nino. E essa história que eu vou contar pode parecer estranha, mas é a pura verdade.... E podem acreditar, essa história do garoto Nino, um aprendiz de feiticeiro de 300 anos, morador do O Castelo Rá-Tim-Bum, além de ser estranha é a melhor história infantil do cinema nacional.
No filme, o castelo onde vive Nino (Diegho Kozievitch) está prestes a ser demolido para a construção de um edifício. Ele também vive ansioso por frequentar uma escola, mas nenhuma escola aceita um garoto de 300 anos, como observou a zelosa tia Morgana (Rosi Campos). A partir daí, a trama se desdobra em aventura e emoção.
O filme é para a família, crianças e adultos se deliciam, a empatia é imediata. As filas nos cinemas fazem serpentinas. O Castelo Rá-tim-Bum é diversão e arte, se sobrepõe à série televisiva de 90 episódios. Desde sexta-feira, quando o filme entrou em cartaz em circuito nacional, crianças em férias sedentas por uma boa programação ficam completamente hipnotizadas com o enredo sedutor e as cenas magistrais, dirigidas por Cao Hamburger. Mesmo quando é preciso recorrer à lixeira localizada na porta do cinema, as crianças voltam em marcha à ré, para não perder nenhuma sequência do filme.
Um dos méritos da história é tratar de forma inteligente o seguinte tema: como aceitar o diferente, convivendo pacificamente. E aí eu vi que ninguém é igual ao outro. Cada um é diferente do seu jeito, constatou Nino, numa das últimas sequências.
Castelo Rá-Tim-Bum é uma produção audaciosa para os padrões nacionais. Baseado na série da TV Cultura, o filme custou R$ 7,5 milhões. Desde O Menino Maluquinho (95), não se via um filme do gênero com tamanho esmero visual, uma trama tão emocionante e tecnicamente tão perfeito. O filme tira, de certa forma, o complexo de inferioridade do cinema nacional. A câmera ágil de Cao Hambuger conferiu ao trabalho uma aura mágica. Apesar de ser um filme sobre bruxas e feitiços, não deixa de ter um toque urbano.
Castelo Rá-Tim-Bum O Filme está em cartaz em 174 salas de exibição do País (O Trapalhão e a Luz Azul estreou em 224 salas). No primeiro fim-de-semana, teve 90.415 espectadores. Mas vai precisar de muitas abracadrabras para derrubar a hegemonia nipo-americana que atende pelo nome de Pokémon O Filme. Mas Castelo... promete quebrar o rebolado da rainha dos baixinhos em Xuxa Requebra e Toy Story 2. Tem se saído muito bem, apesar de, em números absolutos, estar em quinto no ranking de filmes infantis em cartaz no Brasil.
Números à parte, o certo é que O Castelo Rá-Tim-Bum merece ser apreciado. A certa altura, próximo da aventura final, Nino conclui: Eu não falei que essa história é estranha? Estranho é não ir ao cinema e conferir essa fábula mágica.
Castelo Rá-Tim-Bum O longa-metragem está sendo exibido em várias salas do Paraná. Em Curitiba: Sala 8 do Estação Plaza Show (Diariamente às 17h05, 19h20 e 21h35); Crystal 4 do Shopping Crystal (diariamente às 13h20); e Curitiba 5 do Shopping Curitiba (diariamente às 13h45). Em Londrina: Cine Catuaí I (diariamente às 13h30, 15h30, 17h30 e 19h30), Cine Catuaí IV (diariamente às 10h30, 12h30, 14h45 e 17h) ambos do Catuaí Shopping Center. Em Maringá: Cine Avenida Center II (diariamente às 11h, 13h15, 15h30, 17h45 e 20h); Cine Avenida Center IV (diariamente às 11h, 13h15, 15h30, 17h45 e 20h) ambos do Shopping Avenida Center. Censura Livre.Castelo Rá-Tim-Bum combate o complexo de inferioridade do cinema nacional e encanta espectadores de todas as idades
ReproduçãoDiegho Kozievitch como Nino: enredo sedutor comandado por Cao HamburgerDorico da SilvaGostei do final do filme, principalmente da parte quando todos eles dançam. Achei muito bom mesmo. Fiquei torcendo para o Nino recuperar o Castelo. Eu assistia à fita do Castelo Rá-Tim-Bum em casa. Nabila Haddad, 7 anosDorico da SilvaEu não fiquei com medo do filme, até pedi para meus pais me trazerem ao cinema. Gostei de todas as partes e também da pipa do Nino. Vinícius Canesin, 5 anosDorico da SilvaO filme superou minhas expectativas. É muito bom. Os desenhos animados procuram mostrar muito o lado da violência das disputas, o Castelo... não. Meu filho assistiu a todos os episódios da série. Era uma programação que eu fazia questão dele assistir. Otávio Fernandes Canesin, 34 anos





