DivulgaçãoMarcos Valle: show em Londrina deve mostrar sucessos de mais de 30 anos de carreira O cantor e compositor Marcos Valle dá o ar da graça hoje em Londrina num show que promete transformar o público num grande coral. E não há exagero nenhum em dizer isso. Afinal, ele é o autor de uma das músicas mais cantadas de todos os tempos - ‘‘Viola Enluarada’’. Que é bem capaz de ser bisada no show que acontece logo mais, às 22 horas, no Empório Guimarães, dentro do projeto Heineken Music Club.
Marcos Valle, claro, vai cantar outros sucessos que marcaram épocas e cotovelos como ‘‘Preciso Aprender a Ser Só’’, além de clássicos como a bossanovística ‘‘Samba de Verão’’ e músicas do disco que ele gravou recentemente para o mercado europeu e japonês. E é bem capaz que ele cante também ‘‘Capitão de Indústria’’, composta em 71 para a abertura da novela Selva de Pedra, e que foi resgatada magistralmente pelos Paralamas do Sucesso, no ano passado, no disco ‘‘Nove Luas’’.
Como cantor, Marcos Valle está um tanto quanto esquecido pelo menos no Brasil. Mas como compositor, sua produção, que sempre foi grande e incessante, nunca o deixou no limbo do esquecimento - ao todo ele já fez cerca de 500 títulos. Em breve, deve chegar ao mercado um songbook que vai reunir algumas de suas mais expressivas pérolas interpretadas por gente de peso como Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Bethânia, João Donato, entre outros.
Com mais de trinta anos de carreira, Marcos Valle, ao lado do irmão Paulo Sérgio, foi um dos compositores mais festejados das décadas de 60 e 70. Seus primeiros shows solos aconteceram no início da década de 60. Mas foi a partir de 65, com ‘‘Samba de Verão’’, registrada por Walter Wanderley, que sua carreira de compositor deslanchou.
Novos caminhos - O reconhecimento ao seu trabalho veio através de divindades da MPB como Elis Regina - que gravou, por exemplo, a belíssima e antológica ‘‘Black is Beautiful’’-, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Maysa, entre outros. Feras do exterior também se renderam à sua harmonia como Dizzy Gillespie e Sarah Vaughan.
No início, suas músicas encontravam na bossa nova uma referência imensa. ‘‘Samba de Verão’’ é uma das provas mais audíveis disto. Daí, o tempo foi passando, passando, passando e Marcos Valle foi procurando novos caminhos. Na década de 80, tentou ser pop e fez algumas coisinhas como ‘‘Bicicleta’’ que até tocou nas rádios FMs, embalou verão e acabou por cair no esquecimento. Claro, se alguém cantar o refrão é bem capaz que os hoje trintões acabem por puxá-la pela memória e cantá-la. De 75 a 81, tentou a sorte nos Estados Unidos onde chegou a tocar com Airto Moreira e o grupo Chicago. De volta ao Brasil, foi levando discretamente sua carreira.
Em meados de 80, voltou a ser executado nas rádios através de hits popularérrimos cantados, entre outros, pela agora pra lá de popularérrima Fafá de Belém. Lembram-se de ‘‘Serᒒ e ‘‘Paixão Sem Medida’’? Pois bem, ambas são dele. Mas, enfim, Marcos Valle ainda é um medalhão da MPB. E uma vez medalhão, sempre medalhão.

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