Los Angeles, EUA - ''Capitão América: O primeiro vingador'', o último personagem da galeria Marvel que chega aos cinemas hoje, em sua nova versão surge com um patriotismo atenuado nos horrores da Segunda Guerra Mundial, cenário original de um super-herói nascido da luta contra o nazismo.
O super-herói se unirá assim a outros personagens da Marvel, que já lançou com estrondoso sucesso produções cinematográficas estreladas por Homem Aranha, Homem de Ferro, X-Men, Hulk e Thor.
O filme narra a história de Steve Rogers, que é rejeitado pelo exército em que ansiava se recrutar. Mas o jovem magro e fracote consegue finalmente ser selecionado pelo governo para receber um tratamento secreto que instantaneamente faz com que adquira musculatura e a força de um deus grego.
Vestido com um traje com as cores da bandeira americana, um escudo ao braço e um capacete na cabeça, ele passa a combater os nazistas e frustrar os planos megalômanos do sinistro Johan Schmidt.
''A ideia da Marvel era fazer um Capitão América contemporâneo. Mas eu disse a eles: 'Vocês têm a chance de contar a história original do personagem. Sabia que havia uma história formidável na origem do personagem'', explicou à AFP o diretor do filme, Joe Johnston.
Segundo o cineasta, o Capitão América agora não é necessariamente americano. ''Podemos pegar este personagem, o que ele faz, pensa, aquilo em que acredita, e transportá-lo para qualquer cultura, país ou época'', disse ainda.
''A coisa mais americana que o filme tem é seu título. Não quis fazer um filme de propaganda'', assegura o diretor, responsável por filmes como ''Jumanji'' (1995), ''Jurassic Park 3'' (2001) e ''O lobisomem'' (2010).
De fato, apesar de presentes, as referências históricas são discretas. E Hitler, muito evocado, não aparece em momento algum. ''Fazemos referência ao Fuhrer, mas isso é tudo. Criamos nosso próprio universo'', acrescentou.
Reduzida ao essencial, a história elimina o peso dos efeitos especiais ou dos personagens secundários que geralmente dominam os filmes de super-heróis, o que, segundo o cineasta, dá à produção um certo toque clássico. ''Queria que o filme tivesse um sabor 'anos 40''', explica.
A trama do filme possui uma candura assumida: ''É o Bem contra o Mal. É verdadeiramente a história de um cara qualquer que quer fazer o bem. É sobre sua determinação'', afirmou Joe Johnston.
Isso é confirmado pelo escultural Chris Evans, cujo corpo é reduzido na primeira parte do filme ao de praticamente um camarão, graças a incríveis efeitos especiais. ''O Capitão América é um cara do bem. Ele faz o bem porque é que é preciso ser feito'', acrescentou.
E ele faz isso de maneira relativamente realista. ''Muitos super-heróis nasceram com seus poderes. Mas o Capitão América foi escolhido. Seus superpoderes são, em sua maioria, realistas. Ele não voa, ele não vira chamas...''
Para o ator, que foi uma tocha humana no ''Quarteto Fantástico'', o maior desafio foi o peso de assumir este papel. ''É um personagem que as pessoas adoram e do qual esperam muita coisa. E eu não estava lá para criar algo novo, e sim dar continuidade a algo que já existia'', explica.
''É uma faca de dois gumes: o lado positivo é que existe um público cativo, que conhece o personagem e vai ver o filme. Mas eles vão ter uma grande expectativa e não quero decepcioná-los'', confidenciou.

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