UM CANTINHO PARA ANDERSEN
Coletiva maringaense reserva espaço para o Pai da Pintura Paranaense
Celina Alonso Az
Arte primitiva e contemporânea, desenhos, esculturas e pinturas compõem a 22ª Coletiva de Artes Plásticas - Panorama Atual da Produção Maringaense, aberta ontem em Maringá. São 44 trabalhos de temas variados, selecionados por uma comissão de artistas locais, que ficam até o próximo dia 24 no Museu de História e de Arte Helenton Borba Cortes, anexo ao Teatro Calil Haddad. A mostra reserva também um espaço para convidados especiais - 12 maringaenses de destaque, com 31 obras - e o Cantinho Alfredo Andersen, o Pai da Pintura Paranaense, com alguns trabalhos do artista.
A diretora de Cultura, Dina Dólis, diz que antes mesmo da abertura da exposição foi agendada a visita de 1.670 estudantes de escolas públicas da cidade. A exemplo do que ocorreu no ano passado durante a mostra de Cândido Portinari, os alunos farão trabalhos de arte-educação sobre o que viram na mostra. As crianças assistirão ainda a um vídeo ‘‘O que É Arte?’, sobre artes plásticas e seus expoentes, e discutirão o tema no teatro.
Uma orientação sobre a importância da obra de Alfredo Andersen, pintor norueguês que viveu no Paraná, também faz parte da mostra. Quando chegou ao Brasil, em 1892, Andersen fixou-se em Paranaguá e em 1902 mudou-se para Curitiba. Uma de suas características como professor foi a liberdade de criação. Segundo o pintor Theodoro de Bona, Andersen teria sido um ‘‘excelente professor em qualquer escola da Europa’’. Seu trabalho em desenho e pintura foi vendido em diversos países. Andersen direcionava sua obra à produção de paisagens, retratos e às cenas do cotidiano. Em homenagem ao dedicado mestre de grandes pintores paranaenses, hoje o Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, que funciona na casa onde o artista viveu, recolhe, seleciona, conserva e divulga todas as obras do pintor, morto em 1935, como também todos os trabalhos realizados por seus discípulos.

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