Um cabaré de histórias
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sábado, 24 de agosto de 2013
Marcos Roman<br> Reportagem Local 
Palco de grandes espetáculos musicais desde 1998, o Cabaré do Festival Internacional de Teatro de Londrina (Filo) já serviu de cenário para inúmeros episódios inusitados. Marco zero de diversos romances, ponto de encontro entre fãs e ídolos e espaço de outras tantas experiências inenarráveis. São muitas as histórias memoráveis que aconteceram durante o evento, que ganha mais uma edição a partir desta semana.
Segundo os organizadores do Filo, o Cabaré nasceu informalmente em 1995. Ator do antigo grupo de teatro Proteu, dirigido por Nits Jacon (uma das criadoras do Filo), Remir Trautwein se lembra das primeiras edições do evento. "Antigamente os atores que participavam do festival se reuniam em uma pastelaria chamada Bode Cheiroso, localizada na praça próximo à Sercomtel. Logo após o jantar todos queriam tomar cerveja, bater papo e trocar experiências. Então começamos a idealizar um local com um perfil que permitisse a interação do público local com os artistas que vinham de fora", conta.
Depois muito planejamento, a primeira edição do Cabaré com grandes shows aconteceu em 1998, em um barracão localizado na avenida Celso Garcia Cid. "Foi lá que aconteceu o show de Ângela Maria cantando com Cauby Peixoto. Quem estava presente nunca vai se esquecer deste espetáculo que na minha opinião foi o melhor de toda a história do Cabaré. Os cantores ficaram muito emocionados com a plateia formada por jovens extremamente reverentes ao talento deles. Discretamente, a Nits Jacon entregou flores para a plateia durante o show e no final da apresentação elas foram jogadas no palco. Chorando, Ângela e Cauby agradeceram o público e disseram que aquele tinha sido um dos melhores shows da vida deles e que nunca mais esqueceriam aquele momento. Foi emocionante", enfatiza Trautwein.
Ele ressalta que era comum ouvir o mesmo tipo de agradecimento por parte da maioria dos artistas participantes do Filo. "A gente era ator, participava de inúmeros festivais no mundo todo e sabia como agradar os visitantes. Naquela época havia uma grande integração entre os atores, cantores, público e profissionais das artes plásticas que sempre montavam cenários interativos que ajudavam a magia que só o Cabaré tinha. Era comum as pessoas ficarem batendo papo depois do show até o dia amanhecer e muitos romances nasceram nesse clima", lembra o ator.
As inúmeras e inesquecíveis histórias de bastidores vividas nos mais de 15 anos que trabalhou na produção do Cabaré são sempre relembradas por Trautwein, que acabou montando um negócio com quitutes que faziam o maior sucesso no evento. "Eu sempre cuidava do buffet do Cabaré. Começamos servindo caldos quentes e esfirra. Elas fizeram tanto sucesso que há três anos montei uma empadaria, pois todo mundo que me encontrava pedia a volta das empadas", conta o ator, que pretende ir ao Cabaré deste ano assistir ao show de Gal Costa.
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