Um brasileiro a serviço da música
Um brasileiro a
serviço da música
Edino Krieger é natural de Brusque, Santa Catarina e há mais de 50 anos mora no Rio de Janeiro. Considerado uma das grandes personalidades da música clássica brasileira, desempenha papel importante na história da música nacional. Ele foi o precursor das bienais de música, ao idealizar e coordenar o I Festival de Música da Guanabara, promovido no Teatro Municipal do Rio de Janeiro pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Guanabara e o Museu da Imagem e do Som, em 1969.
Iniciou-se na música aos 7 anos, aprendendo violino com seu pai, Aldo Krieger, violinista, compositor, regente e fundador do Conservatório de Música de Brusque. Aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro com bolsa de estudos do governo do Estado, para o Conservatório Brasileiro de Música. Começou a estudar contrapontos, harmonia e composição com H.J. koellreutter, compositor e professor alemão que veio para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.
Krieger acabou deixando o violino de lado e dedicando-se à composição. Durante toda sua carreira recebeu diversos prêmios e desenvolveu projetos para preservar a música clássica brasileira. Em 1979 idealizou, organizou e coordenou o Projeto Memória Musical Brasileira - PRO-MEMUS junto ao Instituto Nacional de Música da Funart, de onde foi diretor entre 1981 e 1989.
A apresentação da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina se divide em duas partes. Na primeira, serão executadas peças de Alberto Nepomuceno: O Garatuja e Série Brasileira. Na segunda, quatro obras de Krieger: Abertura Brasileira, Variações Elementares, Passacalha e Fuga e Antifuga, com texto de Vinícius de Moraes. As duas últimas serão regidas pelo próprio compositor. As demais músicas terão regência de Norton Morozowicz.
Com a participação de Edino Krieger no concerto de hoje da Osuel, encerram-se as apresentações com convidados especiais neste ano. Nos últimos meses a orquestra se apresentou com Giovanni Luisi, Henrique Morozowicz e Paulo Rogério Arantes.
Com estes convidados quisemos divulgar a música clássica e homenagear os grandes compositores brasileiros que ainda estão vivos e produzindo, afirma o maestro da Osuel, Norton Morozowicz. Dentro dos projetos desenvolvidos em conjunto com a Sociedade dos Amigos da Osuel, foram realizados cursos para os músicos, entre eles o curso para violoncelistas que começou em fevereiro e ainda está sendo realizado pelo violoncelista Antônio Del Claro.
O músico vem a Londrina pelo menos uma vez por mês para ministrar o curso. Os oboístas da orquestra também tiveram oportunidade de se reciclar. Eles tiveram aula com o oboísta Paulo Rogério Arantes, primeiro oboísta da Filarmônica de Nuremberg. Consertos e compra de instrumentos também têm sido providenciados visando incentivar a Osuel.
E.P.





