Um bom começo
Othônio Benvenuto
Especial para a Folha2
A Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina abriu o 19º FML com um concerto sóbrio, equilibrado e de bom nível interpretativo. Na primeira parte do programa foram executadas duas suítes sinfônicas. A primeira, de Claude Debussy, - Petite Suite -, obra da juventude do mestre francês, teve execução elegante e bem configurada estilisticamente. A segunda suíte, que seu próprio autor, Alberto Nepomucemo, denominou de Série Brasileira no afã de melhor explicar suas intenções com a nascente Escola Musical Nacionalista, no Brasil.
Nessa peça a Osuel e seu ilustre regente, maestro Norton Morozowicz, realizaram execução primorosa, com especial aplauso para a seção de sopros. A segunda parte do concerto iniciou-se com a abertura da Ópera Fosca, de Carlos Gomes, mestre que à medida que o tempo passa mais e mais adquire reconhecimento internacional, desde 1870 quando fez estréia apoteótica, no Teatro Scalla de Milão - Itália, de seu (nosso) Il Guarany - ópera baseada no romance homônimo de José de Alencar.
Após a abertura de Fosca, o programa prosseguiu com Concerto Nº 1 para Piano e Orquestra, de Chopin, que teve como solista um pianista singular: Raphael Lustchevsky. Nesse momento foi quando Chopin, na concepção de seu compatriota, ou seja Lustchevsky, a Osuel e o maestro Norton integraram-se para o grande vôo romântico da noite, passando a todos os presentes a sinceridade de uma obra-prima densa e lírica - decodificada com arroubo, técnica e sensibilidade certas. O 19º festival de Música de Londrina iniciou-se no caminho correto. Parabéns!
O maestro Othônio Benvenuto escreveu sobre o concerto de abertura do 19º Festival de Música de Londrina a convite da Folha2





