Um banho na Caverna que Chora
A maioria das belezas naturais de Jaciara estão em propriedades particulares, cujos proprietários ainda não despertaram para o potencial turístico desses locais. Alguns não oferecem nenhum tipo de infra-estrutura para o receptivo de turistas e só liberam a visitação, a pedido da Prefeitura de Jaciara, com a presença de um guia e o pagamento de ingressos.
Outros, porém, de visão vanguardista, já montaram estruturas capazes de recepcionar turistas do mundo inteiro. É o caso dos balneários Rocha, Thermas Cachoeira da Fumaça, Cachoeira da Fumaça Rafting Park e Paraíso das Águas, que aproveitaram atrações como águas mornas, cachoeiras, grutas e poços naturais para agregar valor com a construção de lanchonetes, piscinas e quiosques, oferecendo conforto aliado à beleza. De R$ 2,00 a R$ 8,00 por pessoa, pode-se passar o dia.
Mesmo sem estrutura, porém, vale a pena conhecer atrações como a Cachoeira que Chora, a 60 quilômetros do centro da cidade sendo 20 quilômetros por estrada de terra. Dentro da Fazenda Vertente, de propriedade do maior produtor de algodão do Brasil, José Pupin, a cachoeira de arenito tem 600 metros de galerias mas apenas algumas podem ser visitadas. Nem todas foram mapeadas.
Para visitá-la, é preciso pagar R$ 2,00 por pessoa, contar com um guia que a conheça bem e ter em mãos várias lanternas. Roupas de banho ou que possam ser molhadas também são indicadas, além de tênis ou chinelo.
O passeio pela Caverna que Chora (cujo nome vêm de um salão onde, na época das chuvas, pinga água constantemente) é inesquecível. A beleza das paredes de arenito que em alguns pontos ficam douradas conforme a luz das lanternas é refletida , seus salões e recantos é difícil de descrever. Guardar os momentos passados ali dentro também não é nada fácil. Fotos só podem ser feitas com flashes potentes e ajuda de várias lanternas.
Mas o melhor fica para o fim, quase na saída. Os guias costumam guardá-la para surpreender os turistas, depois que todo mundo acha que não pode ver nada mais bonito: uma cachoeira encravada em um poço natural, próprio para banho, cercada por paredes de arenito. Sem nome, embora alguns a chamem de Cachoeira do Amor, o local é quase uma banheira de hidromassagem natural sem a água quente. Conforme a luz bate, o poço se torna de um azul intenso. Muito belo. E muito gostoso. (T.E.)





