Várias monólogos no Filo trazem espetáculos de todo tipo. Tragédias, comédias, histórias de loucura e descobrimentos, um universo fantástico do teatro que instiga alguns atores e provoca fortes emoções em outros. Os monólogos são espetáculos em que atores pisam nos palcos sozinhos e rasgam a cena levando sem parceria suas performances até o fim. Eles podem representar um único personagem ou ainda se desdobrarem em vários, como foi o caso da apresentação de ''Antígona'', na última semana, com personagens masculinos e femininos interpretados pela atriz peruana Teresa Ralli ''.
Entre os próximos monólogos que Londrina recebe está ''Ubú Rey'' da Cia Marfil Verde, da Argentina, interpretado pela atriz Yesika Migliori, e ainda a ''Descoberta das Américas'', com o ator carioca Júlio Adrião. Até agora já desfilaram pelos palcos de Londrina quatro monólogos: ''La Octava Puerta'' e ''De Paris, Um Caballero'', com o ator cubano José Antonio Alonso, do Teatro Buendía. O ator londrinense Paulo Braz que apresentou ''Nas Alturas'' e Teresa Ralli com ''Antígona''. Além do trabalho solo de Carlos Simioni, em ''Sopro'', do Grupo Lume de Campinas.
O monólogo parece ser o grande momento para o ator que, em cena, precisa contar com a própria coragem mais do que com o texto, cenários, figurinos, iluminação e sonoplastia. ''Só agora, depois de 22 anos fazendo teatro eu me sinto seguro para realizar um monólogo, é preciso saber dominar muito bem o assunto e as técnicas que você vai utilizar para prender a platéia'', diz Paulo Braz, que afirma que coragem é indispensável: ''É preciso vencer o medo, mas é o que me leva para frente, e por outro lado, é a primeira vez que eu sinto prazer intenso com uma criação, sem os problemas comuns em trabalhos coletivos'', observa. A opinião é compartilhada pelo cubano José Antonio Alonso: ''Monólogos me encantam, é muito complicado trabalhar com grupos grandes no teatro''. Para ele o monólogo traduz sentimentos particulares, ''é a única maneira que encontrei para dizer o que eu quero e no tempo que preciso e a comunicação com a platéia é a mesma que tenho com amigos na sala de casa'', revela Alonso.
Teresa Ralli se desdobra em mil e um personagens para dar conta de ''Antígona'', e com isso mergulha em universos paralelos e interiores, ''É um momento de solidão muito forte, e essa solidão é pista e estímulo para despertar mundos interiores. Eu dependo dessa solidão, que me leva a enfrentar provas e testar minha capacidade de ser atriz'', decifra Ralli. No espetáculo ''A Descoberta das Américas'', o ator Júlio Adrião se desdobra para contar uma história, ''fazer o monólogo é uma mistura de liberdade e responsabilidade. O ator precisa saber o que vai fazer de forma muito concreta, porque tudo fica concentrado em cima dele ator'', finaliza Júlio. Para ver a atuação desses grandes atores, fique de olho na programação da última semana do FILO.

Monólogos em cena
- Dias 19 e 21 ''Sonho de Um Homem Ridículo''. Cia Agora Teatro. Origem: São Paulo. Às 21H30. Local: Usina Cultural
- Dias 21 e 22 ''Agora e na Hora de Nossa Hora''. Eduardo Okamoto. Origem: Campinas. Às 21 horas. Local: Casa de Cultura.
- Dias 23 e 24 ''A Descoberta Das Américas'' da Cia. Leões de Circo Pequenos Empreendimentos. Origem: Rio de Janeiro. Às 21 horas. Local: Teatro Crystal
- Dias 23 e 24 ''Ubú Rey'', Cia. Marfil Verde. Origem: Argentina.
Às 21H30. Local: Usina Cultural
- Dias 24 e 25 ''Conjugado'', da Cia. Vértice de Teatro. Origem: Rio de Janeiro. Às 21 horas. Local: Casa de Cultura.

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