Um artista sempre próximo à vanguarda
O artista plástico Cláudio Tozzi iniciou a sua carreira em 1963, quando venceu o concurso para o cartaz no XI Salão Paulista de Arte Moderna. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo, ele se integrou à vanguarda de seu tempo, demonstrando em suas primeiras obras uma grande preocupação com as massas.
Nos anos 60, houve uma grande transformação na pintura em todo o mundo. Nos Estados Unidos emergia a Pop Art, fazendo com que uma nova figuração ocupasse o lugar de vanguarda, apresentando uma estrutura artística de ordens ambientais, que causou repercussão no Brasil.
Tozzi afirma que uma das características da arte brasileira de vanguarda dos anos 70 foi a procupação com o coletivo e com a temática social. Os fatos políticos eram narrados pela figura, a obra exigia do espectador não apenas uma atitude de contemplação, mas tinha o intuito de incitar seu pensamento, levá-lo à reflexão e ao debate, explica.
O que Tozzi produziu nesta fase uniu a linguagem visual com a temática social, chegando a ter um caráter revolucionário. Sua serigrafia Guevara Vivo ou Morto, por exemplo, produzida em 1968, foi levada pelo artista aos estádios de futebol, sendo vendida ao povo por preços populares.





