Um apelo pacifista no palco do Filo
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Todos os conflitos antes de explodirem e ganharem grandes proporções têm a mesma origem: o interior do homem. É neste território devastado, cruel e assustador que a Emilia Romagna Teatro Fondazione - Companhia Pippo Delbono, da Itália, transita no espetáculo ''Guerra''. Uma busca louca por algum sentido, a peça é uma das cinco estreias do Festival Internacional de Londrina (Filo) hoje.
Além de ''Guerra'', estreiam ''La Gigantea'', da Cia. Les Trois Clés, da França; ''Encantadores de Histórias'', do Caixa do Elefante Teatro de Bonecos'', de Porto Alegre (RS); ''LIFE.stories'', de Marc Schnittger, da Alemanha, e ''El Último Heredero'', da Cia. Teatro Viaje Inmóvil, do Chile.
Em ''Guerra'', os personagens, inspirados na ''Odisseia'', de Homero, estão perdidos numa incessante procura.
Abstendo-se de diálogos, a companhia revoluciona o clássico criando coreografias para representar uma loucura total. Também tem apoio em obras de Brecht, Primo Levi, a Bíblia, e Charles Chaplin, entre outros.
A montagem é um apelo pacifista, que já foi apresentado em Israel e Palestina, turnê que foi filmada para o documentário ''Guerra'', premiado em 2004, com o troféu David di Donatello de melhor longa-metragem.
Pippo Delbono nasceu em Varazze, Itália, em 1959. Ao conhecer o argentino Pepe Robledo, na Dinamarca, e ao atuar sob a direção de Iben Nagel Rasmussen, do Odin Teatret, o trabalho dele ganhou um novo vigor, consistindo num espaço para além das convenções teatrais. O contato com a coreógrafa Pina Bausch é outro marco na trajetória do artista.


