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| Foto: Evert Elzinga/AFP
A perda mais recente foi a do astro pop britânico George Michael, que morreu no último domingo aos 53 anos


A morte do astro pop britânico George Michael no último domingo, dia de Natal, foi a mais recente de uma longa lista de grandes artistas que faleceram em 2016, já considerado um dos mais trágicos para o mundo da música, principalmente pela relevância e abrangência daqueles que partiram. O intérprete de "Last Christmas" e "Careless Whisper" e a famosa "Freedom" engrossa, portanto, o número de intérpretes e compositores que realizaram um trabalho de peso e conquistaram admiradores mundo afora e, por isso, deixaram milhares de fãs inconsoláveis de várias gerações.

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| Foto: Ferdinand Ostrap/AFP
O ano começou com a notícia da morte do cantor britânico David Bowie, aos 69 anos


O ano começou com a triste notícia da morte do cantor britânico David Bowie, em 10 de janeiro. Vítima de um câncer no fígado, a notícia pegou os fãs de surpresa, pois Bowie manteve praticamente em sigilo que lutava contra a doença. Um dos artistas mais influentes da música do rock e do pop em todos os tempos, o cantor estava com 69 anos, que havia comemorado dois dias antes, com o lançamento do álbum "Blackstar", o 25º e o mais recente trabalho de uma longa carreira. Fonte constante de inovação, foi autor de clássicos como "Starman" e "Space Oddity", produziu os álbuns "Transformer", de Lou Reed, e "Raw Power", de Iggy & The Stooges. Em 1981, junto ao Queen, compôs "Under Pressure".

Poucos dias depois, em 18 de janeiro, aos 67 anos, morreu Glenn Frey, guitarrista e cofundador da banda de rock The Eagles, vítima de artrite reumatoide, agravada por colite ulcerosa e pneumonia. O grupo ganhou fama mundial com canções como "Hotel California". No dia 28 de janeiro, morreu Paul Kantner, aos 74 anos, cofundador do Jefferson Airplane, grupo pioneiro do rock psicodélico, por uma falência múltipla dos órgãos, após um ataque cardíaco. À margem da música, entrou para a história por defender o uso das drogas e contar em um livro sua experiência na Nicarágua sandinista dos anos 1980.

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| Foto: Kevin Winter/Getty Images
Fenômeno mundial nos anos 1980, o norte-americano Prince partiu em abril, aos 57 anos


Prince, o ícone do pop, fenômeno mundial nos anos 1980, fundamentalmente com "Purple Rain" (1984), considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos, morreu em 21 de abril, aos 57 anos, em sua casa de Minnesota por uma overdose acidental de potentes analgésicos. Sua morte deixou órfãs várias gerações que se inspiraram em sua forma transgressora de entender e viver a vida. Prince foi um dos artistas mais influentes da música pop durante seus 40 anos de carreira. Cantor, compositor, multi-instumentista e ator, teve o talento reconhecido com sete prêmios e 30 indicações no Grammy, um Oscar, um Globo de Ouro e quatorze músicas no top 10 da "Billboard" nos EUA.

Leonard Cohen, o poeta e cantor faleceu em 7 de novembro aos 82 anos, depois de marcar as vidas de milhões de pessoas com sua espiritualidade e seu canto ao amor. A família anunciou sua morte depois de enterrar o artista em sua cidade natal, Montreal. Assim como Bowie, Cohen lançou o último e aguardado álbum, "You Want It Darker", semanas antes da notícia fatal. Em seguida, no dia 18 de novembro, o mundo também perdeu Sharon Jones, a grande estrela considerada uma das embaixadoras do soul e funk, que alguns chegaram a chamar de versão feminina de James Brown. Ela morreu vítima de câncer aos 60 anos. Outros nomes se foram ao longo do ano como Rick Parfitt, Phife Dawg, Keith Emerson, Greg Lake e Maurice White.

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| Foto: Abbc Comunicação/Divulgação
No Brasil, a grande voz de Cauby Peixoto, 85 anos, silenciou no dia 15 de maio


Perdas no Brasil
No Brasil, a grande voz de Cauby Peixoto silenciou no dia 15 de maio. Aos 85 anos, o cantor estava internado com quadro de pneumonia. De timbre marcante, com uma voz grave e aveludada, ficou conhecido pelo estilo próprio de cantar, que incluía, também, extravagância e penteados excêntricos. Cauby iniciou a carreira no início da década de 1950 se apresentando em programas de calouros. Não demorou muito para o cantor se transformar em ídolo do rádio, substituindo o fenômeno Orlando Silva, já na Rádio Nacional. Sua interpretação de "Bastidores", com o famoso refrão "Cantei, cantei, como é cruel cantar assim..." ganhou o Brasil e inúmeras imitações. Sua grande parceira de palco foi sua amiga Ângela Maria, com quem gravou três discos.

Outra perda brasileira este ano foi a cantora mineira Carmen Silva, conhecida como "A Pérola Negra", que morreu no dia 26 de setembro, aos 71 anos. A morte foi causada por uma parada cardíaca provocada por um quadro de tromboembolia. Com talento para a música, Carmen tentou a sorte em programas de calouros na década de 1960, quando começou a se destacar pela voz impostada e imponente. O primeiro álbum foi lançado em 1971. Dois anos depois, editou "A Pérola Negra", com uma icônica ilustração de seu rosto na capa. O disco, que ganhou o status de "cult", renderia a ela o apelido que a acompanhou até a morte. Ao longo da carreira, emplacou sucessos como "Fofurinha", "O Destino Nos Separou", "Sapequinha" e "Espinho na Cama". (Com France Presse)

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