Há um ano o Brasil perdia um dos mais importantes dramaturgos da atualidade: Plínio Marcos. O palhaço, o maldito, o marginalizado. O cara que carregava a fama de ser polemista e impiedoso em seus comentários. O homem sem amarras na língua e no pensamento, e que sabia, como ninguém, usar da simplicidade e do humor para falar das coisas duras da vida.
Autor de mais de 40 peças teatrais, entre elas, ‘‘Barrela’’ e ‘‘Navalha na Carne’’, Plínio Marcos morreu aos 64 anos, sem ver suas obras completas reeditadas e sem poder conferir sua biografia. Ainda em vida, falava que somente sua companheira, a jornalista Vera Artaxo, seria capaz de organizar toda a papelada e escrever sua história. Ele mesmo contou que o editor João Quantim de Moraes tentou passar sua vida a limpo. Mas quando chegava na parte amorosa, Plínio parava de falar.
Os registros de toda sua trajetória estavam, boa parte, em sua memória. A papelada, sempre acabava indo para o lixo. Quem salvou muita coisa foi a ex-mulher de Plínio, a atriz Walderez de Barros. Com a morte do companheiro, Vera Artaxo não abandonou a jornada que havia iniciado ao lado dele: organizar tudo para a biografia.
Apesar de não ter data definida para o lançamento, a esperada obra sobre Plínio Marcos deve ir para o papel. Vera Artaxo e Léo Lama, um dos filhos do dramaturgo, escolheram quem vai escrevê-la: o jornalista e diretor Oswaldo Mendes, amigo pessoal do autor. Após a morte de Plínio, Quantim de Moraes (Senac) reformulou o convite para editar o material.

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