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sexta-feira, 25 de julho de 2008
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
O ''casamento'' entre a formação nas aulas e o resultado no palco tem sido um dos principais méritos do Festival de Música de Londrina. Durante toda a programação, os alunos que participaram das oficinas de canto coral e prática instrumental também têm a oportunidade de mostrar o que aprenderam para o público.
O concerto de encerramento, hoje, reúne Orquestra e Coro formadas por alunos do Festival. Ao todo, foram 1.410 crianças e jovens inscritos nos mais de 60 cursos da grade pedagógica. ''Essa edição superou todas as expectativas em termos de números, mas é bom salientar que a quantidade foi acompanhada de qualidade. Só ouve essa explosão de inscrições porque os professores e a programação valiam a pena'', diz o diretor do FML Marco Antônio de Almeida, fazendo um balanço do evento.
Foram 17 dias de atividades com a realização de 80 concertos distribuídos entre teatros, praças, bares, empresas e hospitais. Nessa 28 edição, houve extensões em cidades da região com apresentações em Maringá, Ibiporã, Rolândia e Uraí. O público assistiu concertos com diversas formações incluindo orquestras, big bands, quartetos e quintetos de sopros e de cordas, grupos de metais e de percussão, além de corais infantis e juvenis.
Os gêneros musicais também foram os mais variados. Enquanto faz o balanço da 28edição, Almeida já pensa nos projetos de continuidade do evento e na edição do próximo ano.
''Entre os projetos de continuidade está a montagem do musical 'O Grande Circo Místico' para dezembro, durante a comemoração de aniversário de Londrina. O espetáculo contará com coro infantil e juvenil, banda sinfônica e artistas da Escola de Circo'', revela. Já entre os planos para a próxima edição do Festival está o de reunir-se com organizadores de outros festivais realizados em Londrina.
''A idéia é criar uma associação com o objetivo de convencer o empresariado local a investir nos eventos através da Lei Rouanet'', conta. Para a parte artística do Festival, anuncia alguns projetos audaciosos. ''Quero fazer intervenções urbanas no centro da cidade. Sonho em montar uma ópera na Estação Rodoviária e um musical nas escadarias do shopping Royal'', adianta. O 29º FML promete.


