Guarujá, SP, 06 (AE) - Vento Vermelho é o nome da última obra do artista plástico Manabu Mabe, que será inaugurada amanhã (07), às 17 horas, na Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Guarujá, na Baixada Santista (SP). Em 1997, Mabe visitou o monumento histórico, ocasião em que prometeu se empenhar para deixar a pintura naquele local.
Sensibilizada, a família decidiu cumprir o desejo do artista, entregando o projeto e o primeiro esboço do quadro ao Atelier Artístico Sarasá, de São Paulo, responsável pela execução do painel, de 20 metros quadrados, que vai ocupar a parede de fundo da capela, que integra o conjunto arquitetônico.
A Universidade Católica de Santos (UniSantos), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de Guarujá promovem amanhã a cerimônia de entrega da obra, restrita a autoridades e convidados. De acordo com o arquiteto Victor Hugo, do Iphan, uma centena de cores e pedras de vidro, totalizando cerca de 350 mil peças, entre placas, pastas e pastilhas foram usadas pelos artistas que trabalharam na montagem do painel.
"Tivemos o cuidado de ir buscar as tintas no exterior, mas valeu a pena porque o trabalho ficou muito bom", afirma.
Nascido no Japão, Mabe estava radicado há dez anos no Brasil. A cor sempre foi o ponto alto do trabalho dele, que era conciliado com o desenho e a arte de sombrear. As obras estão espalhadas por diversos pontos do mundo, como o Museu de Arte Contemporânea de Boston, Walker Art Center, Dallas Museum of Fine Arts, Museu de Munique, The Museum of Fine Arts, de Houston
no Texas, Teatro de Tóquio, Museu de Arte Moderna do Rio, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP), Museu de Arte Moderna da Bahia, entre outros. Em julho, foi inaugurado o Museu Mabe, no Japão.
A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande é considerada o mais antigo monumento militar do Estado de São Paulo. Construída pelos espanhóis no século 16, até o século 18 permaneceu abandonada, sofrendo a ação do tempo e dos vândalos. Em 1969, foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Após 25 anos de total abandono, em 1993, a restauração do monumento começou a se tornar uma realidade, a partir da assinatura de um protocolo de intenções entre a UniSantos, o Iphan e a prefeitura do Guarujá.
O melhor acesso à fortaleza é feito por intermédio de barcas, saindo do atracadouro da Ponte dos Práticos, na Ponta da Praia, em Santos (SP).

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