O novo álbum do U2, ''No Line On The Horizon'', o 12 da banda, já está no mercado.
Antes mesmo de aterrissar ao país, o álbum já é disco de platina, por conta das 60 mil cópias vendidas previamente. O disco deveria ter sido lançado antes do Natal mas, em outubro, o grupo adiou a estreia.
O trabalho tem duração de 53 minutos e vem com 11 faixas. Alardeado como revolucionário - e por ter sido lançado cinco anos após o último disco do grupo, ''How to Dismantle an Atomic Bomb'' (2004) -, acabou gerando muita expectativa. Principalmente depois que o produtor canadense Daniel Lanois afirmou ao jornal americano ''Boston Herald'' que a banda reinventaria o rock. ''Eu gosto deles por causa do apetite por inovação'', disse.
Nada de ''revolução''. O que se ouve é um excelente álbum, mas nada revolucionário. As três primeiras canções, ''No Line On The Horizon'', ''Magnificent'' e ''Moment Of Surrender'' seguram o ouvinte e apresenta o quarteto irlandês em sua melhor forma - sem, entretanto, reinvenções.
O álbum é o oposto do criticado ''Pop'', de 1997. Em ''No Line On The Horizon'' se escuta menos elementos eletrônicos e mais guitarras distorcidas. O som remete aos antológicos álbuns da década de 80, como ''The Unforgettable Fire'', de 1984, e ''Joshua Tree'', de 1987.
Do meio para o fim, o CD não perde o fôlego. ''Como em Get On Your Boots'', ''Stand Up Comedy'' e a ótima ''Fez - Being Born'', que traz no título o nome da cidade marroquina onde o álbum também foi gravado. A música é longa, com momentos distintos. Nos primeiros, vem mais introspectiva, com voz feminina de apoio. Em seguida, fica rápida e entram rifes de Edge. A introspecção volta com ótimos arranjos nos minutos finais.
Participaram da produção Brian Eno e Steve Lillywhite, que já trabalharam com o U2 na década de 80. O álbum foi gravado em Dublin, Nova York, Londres e no Marrocos. O país africano também serviu de inspiração para a banda no início da década de 80: eles gravaram por lá o vídeo de Mysterious Ways.

mockup