TV por assinatura avança em Londrina
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sábado, 19 de maio de 2007
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
Desde que o controle remoto foi inventado em 1950 - os primeiros modelos eram ligados a TV por meio de um fio, o que limitava seu uso à distância - ninguém imaginava que a expressão zapear tornaria-se um verbo de ação. Talvez, naquela época, este objeto não teria tamanha utilidade quanto tem hoje em dia: haja dedo para mudar de canal!
Abrangendo uma fatia crescente da sociedade, as operadoras de TV por assinatura vêm aproveitando o cenário de amadurecimento e estabilidade, para investir em ações de replanejamento com oferta de novos serviços, através da infra-estrutura já existente. E, claro, conquistar cada vez mais clientes.
Acostumado à programação de TV paga na casa de seus pais, o estudante Thiago Borsato Quesada, assim que mudou-se para seu apartamento onde mora com a esposa, não abriu mão de ter sua própria assinatura. ''Meu pai tem há anos, desde que foi disponibilizado em Londrina. Em casa eu tenho há dois meses apenas. Eu considero a forma mais completa de lazer. Além da programação de TV aberta, eu tenho uma gama de canais a mais'', disse o estudante.
Se antes, os jogos do Brasileirão eram o principal interesse de Quesada, agora ele se diverte com filmes, documentários, desenhos animados e seriados. ''É bacana porque, caso eu enjoe de ver filmes, passo para um canal de esporte. Outro fator que chama a atenção é o sinal: o da TV aberta não é bom, tem que por uma antena externa com um palha de aço na ponta'', satirizou.
Desde o ano passado, as operadoras no País vêm pondo em prática a chamada convergência tecnológica, ou seja, a venda de um produto único com três transmissões simultâneas (triple play): voz (telefonia), dados (internet) e audiovisual (TV por assinatura). Quesada também aderiu ao sistema. ''É bem econômico, já que eu não tenho que pagar aquela tarifa básica de telefone. Fora isso, tenho banda larga e a TV por assinatura, tudo num pacote único'', afirmou.
Para o estudante, hoje existem muitas facilidades para tentar acompanhar as tendências tecnológicas. ''Está mais fácil comprar TV de 29 polegadas, ter computador, internet banda larga, e assinatura de TV. Acho, também, que ter TV por assinatura hoje determina um pouco de status, embora seja uma tendência normal que cada vez mais pessoas se modernizem'', ponderou. Mas, segundo Quesada, caso ele tenha que abrir mão de alguma dessas regalias, certamente o leque de programas televisivos seria o primeiro a ser excluído.


