Para quem curte uma parafernália eletrônica, as novidades tecnológicas são sempre um grande atrativo. E o ano de 2005 promete algumas. Os aficionados em televisão já podem se divertir com os canais pagos, que agora trazem como grande atração a possibilidade de livrar o espectador dos horários estipulados pelas emissoras. Com uma nova tecnologia à disposição no mercado, o consumidor pode montar sua própria programação, gravando os programas que poderão ser assistidos a qualquer hora.
Isso até já é possível se o espectador tiver paciência para programar o videocassete ou DVD. Mas poucos países no mundo têm os recursos de pausa ao vivo e memória de gravação. Nos Estados Unidos, a tecnologia circula há um tempo. Já chegou também à Itália, Inglaterra e Japão. Chama-se DVR (Digital Video Recorder) ou gravador de vídeo digital. No Brasil, somente os assinantes da operadora de TV via satélite Sky podem optar pelo serviço.
Com ele, o usuário pode reservar e gravar o que quiser para assistir a qualquer hora, mesmo que não esteja em casa. Também é possível ''pular'' os comerciais. Esse serviço tem um limite de 50 horas de gravação. ''A gente não fica mais escravo de horário da tevê'', comenta José Augusto Andrade, gerente regional da operadora.
O recurso permite ainda a gravação simultânea de programas enquanto assiste a um, grava outro num canal diferente. Com o guia de programação na tela, o espectador pode fazer a reserva e a própria TV avisa a hora programada.
O serviço de pausa ao vivo permite ao espectador parar no meio da transmissão de um jogo de futebol, por exemplo, e voltar a assistir onde parou. Caso não queira perder nada ''ao vivo', é só apertar o botão de câmera rápida até atingir o tempo real. Também há o recurso de replay. O ''brinquedinho'' tem uma série de outras opções que pode ocupar um bom tempo do espectador ligado em um controle remoto.
O que não agrada muito é o preço. O custo do equipamento é alto no Brasil: R$ 1.599,00, mais as mensalidades (que vão de R$ 65,00 para o pacote com 131 canais até R$ 135,00, com 156 canais). ''Já começamos a trabalhar produtos para outras classes com o objetivo de facilitar o acesso aos serviços'', conta o assessor comercial da Sky, Evandro Grossi.
A expectativa de expansão da operadora é triplicar o número de assinantes (não divulgado) até 2008 e dominar 40% das classes A e B em Londrina. A expectativa, no entanto, baseava-se no processo de fusão com a concorrente DirecTV, que não aconteceu. O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional não aprovou a fusão. O relatório foi divulgado na semana passada com a justificativa de que o controle de 95% do mercado de tevê por assinatura no País ficaria nas mãos de grupos estrangeiros.
O serviço de gravação digital também foi anunciado pelas operadoras de tevê a cabo Net e TVA, mas o lançamento ficará para o ano que vem. Por enquanto, ambas apostam em seus novos serviços digitais, a Net Digital e TVA Digital (ainda não disponíveis no Estado), que oferecem melhor qualidade de som e imagem, mais canais, recursos de interatividade, sistema de navegação por menus, jogos e conteúdo informativo similar ao da internet. Resta saber se a qualidade da programação também vai melhorar.

mockup