Michael Moore é o maior sucesso no Brasil, e não se sabe se por seus méritos ou pelo ódio que os espectadores de cinema costumam devotar ao presidente Bush, de quem Moore é inimigo jurado. ''Tiros em Columbine'' (HBO, hoje às 23h45) revela-o em outro front, o das armas de fogo. Seu estilo é aquele mesmo, tipo deixa que eu chuto. Ao longo de entrevistas, invasões de domicílio e que tais, Moore vai armando mais um ensaio do que propriamente um documentário. O comando vem de sua palavra, de suas crenças, de seu partido. Não existe sequer a tentativa de mostrar-se neutro.
O que pode, aliás, ser um mérito: ao menos sabemos com quem lidamos. E, como dizia Francis Ponge, poeta maior do século passado, não tomar partido já é tomar um, o pior.

mockup