Reza a lenda que foi o aventureiro veneziano Marco Polo que trouxe o macarrão da China para a Itália, que acabou sendo responsável pela popularização da iguaria ao redor do mundo, com seus molhos variados e deliciosos, tradicionalmente à base de tomate (isso a partir do século 17, já que antes o tomate era usado apenas como planta ornamental). Pesquisas mais apuradas, no entanto, indicam que muito antes de Marco Polo ter contato com essa saborosa mistura de água e farinha, e mais tarde, ovos, ela já era apreciada em algumas regiões da Itália.

Polêmicas à parte, o que se sabe de fato é que poucas pessoas resistem a um bom prato de macarrão - seja ele na versão artesanal (massa fresca ou seca) ou industrial. De preparo fácil, rico em carboidratos, isto é, sinônimo de energia (e calorias também, ainda mais quando se abusa do queijo e do azeite), relativamente barato e de bom rendimento, as massas fazem parte do cardápio de milhares de pessoas. Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Macarrão (o dia exato foi ontem), um pretexto de dar água na boca para conhecer um pouco mais sobre o universo fascinante das massas e aprender algumas receitas saborosas.

Praticamente impossível calcular hoje quantos tipos de macarrão existem no planeta, um mero detalhe do corte, da dobra da massa ou do recheio já ganha uma nova denominação, com diferenças no nome até mesmo nas versões mais tradicionais italianas. Um bom exemplo são os macarrões parafusos, tão conhecidos no Brasil, que recebem sete denominações diversas somente no sul da Itália: eliche, fusiddi, fusilli, incannulati, maccarrones-a-ferritus, tortiglioni e turciniateddi.

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