Turquia, terra de contrastes
TURQUIA,
TERRA DE
CONTRASTES
Dividido entre a Ásia e a Europa, país tem um estilo bem peculiar, e guarda muita história em seus sítios arqueológicos
Cleide Cavalcante
Agência Estado
O turista que visita a Turquia entra em contato com dois mundos diferentes: de um lado, o exotismo de certas regiões; de outro, o conforto do mundo moderno. Nos dois, a fascinação pelo passeio é garantida. Lugares como as cidades subterrâneas, as piscinas de calcário de Pamúkkale, as ruínas, os clubes masculinos, o Palácio das Mil e Uma Noites e as belezas naturais de Istambul deixam perplexos turistas de todo o mundo.
O país é uma excelente opção de viagem, mas não espere encontrar acomodações confortáveis em toda a parte. Se esse não for o problema, pé na estrada porque há muita coisa bonita para conhecer nesta terra, que recebeu influências do Ocidente e do Oriente - onde a Ásia encontra a Europa - e que, por isso, tem um estilo muito peculiar. A Turquia é, literalmente, um país entre dois continentes, e pode-se passar de um lado para o outro através de um estreito.
Ankara é a capital da Turquia, mas, geralmente, os roteiros turísticos têm início na famosa Istambul (capital até 1922), com mais de 10 milhões de habitantes. A bela geografia da cidade enriqueceu-se com a guerra de vaidades de alguns governantes. Cada imperador cristão que assumia o poder, procurava erguer monumentos mais suntuosos do que os que já existiam. Por outro lado, os sultões também queriam ofertar a Alá construções tão ou mais luxuosas. O resultado é um modelo arquitetônico magnífico.
Istambul ainda guarda uma certa imponência daquela que já foi capital dos impérios bizantino, romano e otomano. É dividida pelo estreito do Bósforo e pelo mar de Haliç (também conhecido por Chifre de Ouro), e tem a parte mais antiga a oeste e a mais nova a leste. Tem um lado europeu e outro asiático bem distintos. Os traços do mundo moderno chegam com rapidez, contrastando com a lentidão do trânsito caótico. Confuso seria a melhor definição para o movimento frenético de carros - o horário de rush vai das 7 às 21 horas. Os motoristas desconsideram leis de trânsito e, para piorar, muitas ruas são bem estreitas e com mão dupla.
Portanto, a dica é evitar ao máximo passeios motorizados. A circulação de pedestres também é intensa pelas ruas de Istambul. É justamente quando se pode perceber as influências culturais de uma tradição secular. Jovens colegiais desfilam com uniformes modernos, mais justos ao corpo e com saias cada vez mais curtas. Até algumas senhoras podem ser vistas com saias pouco abaixo dos joelhos.
Aliás, a posição social das mulheres começou a apresentar mudanças a partir de 1992. Nesta época, elas eram proibidas pelos maridos de competirem no mercado de trabalho, até então, restrito aos homens. A participação feminina na política veio em pouco tempo. Já em 1993, Tansu Ciller era eleita para o cargo de primeiro-ministro. O mesmo despertar aconteceu com as moradoras da zona rural, na agricultura. Em Ihlara, por exemplo, as mulheres representam a grande força de trabalho no campo.
Uma das maiores atrações em Istambul é o Grande Bazar, com mais de 4 mil lojas, onde é possível comprar todo o tipo de mercadoria e até jóias. Vendedores de sucos, com trajes típicos, circulam pelas ruas oferecendo a bebida típica, vale experimentar. As casas de tapetes também fazem muito sucesso entre os estrangeiros. Se a opção de compras for por livros, a indicação é o Velho Bazar de Livros, localizado na saída do mercado. E se for por comidas e temperos exóticos, procure o Bazar de Especiarias Egípcio, ao lado da Mesquita Nova, em Eminonu.
Leia mais na página 2 e 4





