Turma da Mônica critica ausência de mulheres no Prêmio Nobel
Estúdio usou as redes sociais para homenagear as mulheres e acender um alerta sobre a invisibilidade feminina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
Estúdio usou as redes sociais para homenagear as mulheres e acender um alerta sobre a invisibilidade feminina
Adrielly Souza/ Folhapress 
SÃO PAULO - No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro, a Turma da Mônica usou suas redes sociais para criticar a ausência de pesquisadoras indicadas ao Prêmio Nobel de Química e Física em 2024. Entre os sete premiados das categorias, nenhuma mulher foi reconhecida.
"Por isso, esse pôster está vazio", dizia a imagem compartilhada, ressaltando que, desde a criação do Nobel, 413 homens levaram o prêmio nas áreas de ciência, contra apenas 13 mulheres. A postagem destacou que muitas pesquisadoras foram ignoradas ao longo da história e que é essencial dar visibilidade a essas profissionais para que mais garotas se sintam encorajadas a seguir carreiras científicas.
"Optamos por fazer uma publicação sem nada para chamar a atenção. Desde o início do projeto Donas da Rua, em 2016, é destacado o papel das mulheres no desenvolvimento da ciência. Uma das primeiras homenageadas foi a cientista Marie Curie, a primeira pessoa a ser agraciada com dois prêmios Nobel, de Física e Química. Nos últimos anos, foram homenageadas outras ganhadoras do Nobel, mas, em 2024, não houve ganhadoras para homenagear, por isso a ideia foi mostrar que esse é um espaço vazio, que as meninas podem e devem ocupar", informou a Mauricio de Sousa Produções para a F5.
O alerta do projeto é uma iniciativa do estúdio voltada a inspirar o público feminino a buscar seus espaços em diferentes áreas, incluindo ciências, literatura, esportes e artes. A campanha já homenageou grandes nomes como Clarice Lispector, Malala Yousafzai, Carolina de Jesus, Dorina Nowill e Celina Turchi, que se destacaram em suas áreas e ajudaram a abrir caminhos para futuras gerações.
Para Mônica Souza, filha de Mauricio de Sousa e uma das responsáveis pelo projeto, essa representatividade é essencial. Nossa intenção não é apenas falar sobre uma personalidade, mas sobre todas, cada uma com suas próprias características e talentos", explica.


