Turistas podem vivenciar pesquisa
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domingo, 30 de agosto de 1998
Da Redação 
DivulgaçãoArara Azul: baixa taxa reprodutiva e escassez de ninhos naturaisO Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal Mato-grossense, assinou convênio de auxílio à pesquisa do Projeto Arara Azul. Com isso, os turistas poderão vivenciar de perto o trabalho desenvolvido com as araras azuis, uma das aves-símbolo do Pantanal, ameaçada de extinção.
A arara azul é considerada o maior psitacídeo do mundo e está ameaçada de extinção pela descaracterização do seu habitat, captura para o comércio nacional e internacional e caça para a alimentação e ornamentação indígena no Norte e Nordeste do Brasil.
Pesquisas apontam que a ave tem baixa taxa reprodutiva e sofre com a escassez de ninhos naturais no Pantanal. Por isso, a necessidade de dar continuidade ao levantamento de informações científicas sobre a espécie e de mecanismos que possam inibir esta ameaça.
O Projeto Arara Azul é coordenado pela bióloga Neiva Guedes, e tem como objetivos buscar novos ninhos e monitorar os já marcados; manejar ninhos naturais que estejam se perdendo pelo uso ou condições climáticas; instalar ninhos artificiais para aumentar a oferta de sítios de nidificação e monitorar as araras azuis através do uso de rádio colar. Também são feitas análises de DNA para conhecer a diversidade genética das populações e realizar sexagem entre as aves; além do desenvolvimento de programas de educação ambiental e de incentivo ao turismo ecológico.
O Refúgio Ecológico Caiman é um complexo ecoturístico de 53 mil hectares localizado a 36 km da cidade de Miranda (MS) no Pantanal onde é possível encontrar uma fauna riquíssima em meio dos ecossistemas mais ricos do planeta. São cerca de 318 espécies de aves, como o tuiuiu, a arara azul, o martim-pescador e o colhereiro; 40 de mamíferos, como capivara, macacos-prego e veados-campeiro, além de répteis e peixes.


