Santorini, a mais meridional das ilhas do Mar Egeu tem apenas 83 quilômetros quadrados de solo extremamente árido, depende da importação de produtos básicos, sofreu com terremotos e maremotos até o começo do século passado e conta com somente 8 mil habitantes. Mesmo assim, possui um dos metros quadrados mais caros do mundo: pelo menos US$ 7 mil para se ter uma idéia, a mesma medida numa área nobre de Manhattan custa cerca de US$ 8 mil.
Quem conhece Santorini, a 40 minutos de avião de Atenas, porém, não duvida de que vale cada centavo. A ilha, que ganhou esse nome em homenagem a Santa Irene, foi escolhida pelos leitores da publicação americana ''Travel + Leisure'' como a segunda melhor ilha do mundo, atrás de Bali e à frente do Havaí. Não é para menos.
As casinhas do povoado de Oía, primeira e obrigatória parada, a 20 minutos da capital, Fira, parecem irreais. Esculpidas em penhascos à beira-mar, têm arquitetura típica do Egeu: são geralmente brancas, de janelas azuis, e têm telhados com pelo menos um arco. Construções coloridas completam o mosaico da vila habitada por artistas e intelectuais. Sabe aquela idéia bucólica que se tem da Grécia? É por aí.
Preocupados com a fragilidade das construções, há alguns anos, os próprios moradores investiram na recuperação das casas. Com isso, retomaram um dos mais intensos fluxos turísticos de toda a Grécia: Santorini recebeu, entre janeiro e setembro, 1,4 milhão de turistas. O que, claro, inflaciona as coisas por lá.
Nas ruazinhas estreitas e fechadas para carros o único meio de transporte dentro de Oía são os burros de carga, que passam apinhados de malas para lá e para cá , o artesanato simples divide espaço com sofisticadas galerias de arte e joalherias.
Maior ilha grega no Mar Jônico, com 135 mil habitantes, Corfu parece uma cidadezinha italiana, com suas casas coloridas e vasinhos de flores por todos os lados. No passado, foi alvo de cobiça de romanos, bizantinos, venezianos e franceses, entre outros. Com clima típico do Mediterrâneo, tem a economia baseada na cultura da oliva são 4 milhões de pés esparramados por suas terras férteis, que produzem, também, vinho de boa qualidade.
Pergunte a qualquer morador de Corfu qual a atração imperdível e a resposta será imediata: a Baía de Paleokastriza, que significa Fortaleza Velha, na parte oeste. Segundo os nativos, este é o lugar mais lindo do mundo. Sim, sim, há certo exagero aí, mas o local vale a visita.
São, na verdade, três baías de águas calmas, de onde se vê o barco petrificado de Ulisses. Reza a lenda que o herói voltava a Ítaca, depois de dez anos guerreando, quando teve o barco transformado em rocha por Poseidon e naufragou. Ele foi salvo por Nausícaa, filha de Alcinoo, rei dos feaci, que se apaixonou por ele. A rocha, em forma de navio, está lá, no meio do mar.
Reserve umas horinhas e alguns euros para o centro histórico da ilha e suas ruazinhas estreitas e abarrotadas de lojas e mais lojas, principalmente de jóias em ouro e prata. E, antes de seguir viagem, repare nas duas fortalezas que podem ser vistas a partir do centro histórico: o forte velho, construído durante a ocupação bizantina; e a ''nova'' fortaleza, edificada em 1500 pelos venezianos. (A.C.S.)

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