Turistas atravessam a Amazônia de trem
Da Redação
Uma aldeia de índios ainda primitivos, uma viagem de barco à Pororoca, encontro das águas do Oceano Atlântico com as do Rio Araguari, um passeio às Cataratas de Grand Rochê e uma rápida troca de olhares com a onça mascote do Destacamento de Selva do Exército do Amapá. Exótico? Essas são apenas algumas das atrações do 3º Trem Turístico, excursão que atravessa o Estado do Amapá. Além das maravilhas citadas os turistas têm a oportunidade de conhecer outras belezas do Estado que, por sinal, não são poucas.
A aventura se inicia em Porto de Santana. O trem é confortável e permite que os 200 km de viagem, cortando a Amazônia, sejam feitos sem problemas. Da janela, o viajante pode ver vários tipos de vegetação da região, desde o cerrado até a exuberância da selva.
A Serra do Navio é a próxima atração da viagem. O formato assemelha-se ao de uma enorme embarcação. A Serra é uma das muitas regiões do Estado do Amapá, onde a natureza reina absoluta. São cachoeiras, trilhas, pássaros raros e igarapés, ladeados pelo Rio Amapari. Uma breve estada às margens do rio é suficiente para perceber a simplicidade dos amapaenses e, é bom também, aproveitar o momento para prosear um pouco com esse povo que, além de ter muito o que contar, se mostra excelente anfritião.
Em meio a selva amazônica, os aventureiros poderão conhecer um pouco mais sobre a origem dos índios Waiãpi. A aldeia a ser visitada é a terceira maior na região com 511 índios assessorados pela Funai, pela Secretaria de Saúde do Amapá e pelo CTI-Centro de Trabalho Indigenista. Os Waiãpi ainda são primitivos e falam apenas o tupi-guarani.Nós aconselhamos os turistas a levarem presentes para os índios, como roupas vermelhas, espelhos, caramelos e batom. Só assim eles permitem que usemos câmeras enquanto fazem uma das danças típicas da tribo, é o que diz o guia Marco Antônio, da Pettená Tur.
O terceiro dia é marcado por uma viagem de barco subindo o Rio Amapari rumo ao Hotel da Selva, na Serra de Tumucumaque. O hotel recebe regularmente turistas do mundo todo. Ali, os aventureiros irão desbravar uma bela trilha pela selva. É como se fosse uma aula de ecologia e preservação. Os guias do hotel ensinam para os turistas os nomes e funções de cada árvore que aparece no caminho. Entre elas está o Amapá, que além de dar nome ao Estado, com o seu corte fornece uma espécie de leite fortificante usado pelas crianças da região.
A mentalidade de usar o que a natureza tem para fornecer sem destruí-la, é o que predomina no Estado do Amapá e é chamada de Programa de Desenvolvimento Sustentável. O Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá é uma excelente oportunidade de aprender a usar o que a floresta pode fornecer e ao mesmo tempo entedê-la e preservá-la, afirma Gabriel Guedes Rapassi, representante do governo do Amapá em São Paulo.
Serviço
- Pettená Tur, 011/5072-6440 ou 5583-1782 em São Paulo e 019/294-6866 ou 019/ 253-0188, em Campinas. Fora as viagens normais ao calendário, a agência promove, também, algumas opções dentro do pacote do trem turístico. A Pororoca, encontro das águas do oceano com as do rio que provoca a formação de ondas, é uma delas. O passeio é imperdível e, com hora marcada. A maior onda do fenômeno vai se formar no dia 13 de julho as 12h15m, Lua Nova. Outra opção é o passeio até o Oiapoque, divisa do Brasil com a Guiana Francesa. Quem já fez o passeio garante que a vista do avião que leva de Macapá, capital do Amapá, para o Oiapoque, é maravilhosa. O piloto faz um vôo baixo, mostrando claramente as criações de búfalos e até uma base aérea militar da Segunda Guerra Mundial (o lugar de mais curto acesso à Europa).





