Londrina - Todo turista que deixar o território argentino terá de pagar uma taxa de 5 pesos (o equivalente a R$ 4) ou 7 pesos (aproximadamente R$ 6) se a saída ocorrer após as 22 horas. A determinação consta do decreto 1025/05, em vigor desde outubro do ano passado, mas até hoje não aplicado.
A decisão está preocupando a Prefeitura e empresários do setor turístico de Foz do Iguaçu, que temem que o pagamento da taxa abale ainda mais o movimento na Tríplice Fronteira, que vem se reduzindo desde o início do ano passado devido ao rigor da Receita Federal na fiscalização de mercadorias trazidas da Argentina e do Paraguai.
O presidente do Sindicato das Empresas de Turismo de Foz, Plínio Carppini, afirma que a aplicação do decreto ameaça as relações comerciais com a vizinha Puerto Iguazú e as parcerias turísticas implementadas pelas duas cidades.
As autoridades de Foz querem a mediação do Itamaraty e até já escreveram ao presidente argentino Néstor Kirchner para convencê-lo a revogar o decreto.
Há 16 anos, a imposição de taxa semelhante levou os moradores de Puerto Iguazú a fecharem o comércio e bloquearem a ponte Tancredo Neves, que une Brasil e Argentina, até que a determinação fosse revogada.

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