Durante a cavalgada de 40 quilômetros, o turista passa pela Fazenda Santa Bárbara, que abriga a Capela Santa Bárbara, a primeira da região, construída por jesuítas em 1729.

A construção é bastante simples. As paredes largas foram feitas com o material que existia em abundância na região, o arenito furnas. As telhas, ainda originais, foram trazidas de Paranaguá em lombo de burro. Elas possuem mais de um metro de comprimento. O pequeno púlpito de madeira, também original da época, continua na capela.

Do lado de fora ainda pode-se ver os vestígios do que foi a escada usada pelos jesuítas para ter acesso a igreja. Da mesma forma, ao redor da construção existem pedaços do muro de pedra construído por escravos para proteger a construção religiosa.

Por ordem do Marquês de Pombal, os jesuítas foram expulsos da região, e a capela Santa Bárbara passou para o domínio da Coroa Portuguesa, encerrando assim seu uso para fins religiosos, por volta de 1770. A capela passou então a ser gerida pelos carmelitas. Mas em 1772 eles também deixaram a região, com medo de que viessem a ser expulsos como aconteceu com os jesuítas.

A capela passou por longos anos de abandono. Só no início do década de 70, quando a fazenda passou para a família Carraro, é que a capela começou a receber cuidados. Mas ainda assim a construção está em condições precárias. Por isso, a partir de março do ano que vem ela deve passar por uma restauração. A Capela Santa Bárbara foi a primeira construção tombada pelo Patrimônio Histórico de Ponta Grossa (DA). (D.A.)

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