Turismo pode colocar a ferrovia nos trilhos
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terça-feira, 04 de maio de 2004
Evandro Fadel, MarinaPauliquevis e Moacir Assunção<br> Agência Estado 
São Paulo - O turismo pode salvar muitos trechos de ferrovias e há bons exemplos a seguir. Cenário de novelas como ''Terra Nostra'', ''Esperança'' e ''Cabocla'', a linha turística de maria-fumaça entre Campinas e Jaguariúna, mantida pela ong Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), traz de volta, nos fins de semana, a magia do trem de passageiros.
Locomotivas restauradas com apoio da iniciativa privada e carros de luxo levam os frequentadores a redescobrir, em um antigo ramal de 24 quilômetros usado para exportação de café, o charme das viagens de longo percurso. Os passeios, a partir da Estação Anhumas em Campinas, saem aos sábados, às 10h10, e domingos, às 14h10. O preço é R$ 20. Informações: telefone (0xx19) 3207-3637.
No Paraná, a Serra Verde Express, que assumiu a linha Curitiba-Paranaguá em 1º de maio de 1997, estourou no fim de 2003 seu primeiro champanhe. O lucro deve ficar entre 2% e 3%. ''É um produto viável'', diz o presidente da empresa, Adonai Arruda. Viável para empreendedores e agradável para os turistas, que podem apreciar uma das poucas porções preservadas da Mata Atlântica.
A pedra fundamental dessa ferrovia foi lançada por d. Pedro II em 5 de junho de 1880. Atualmente, além de ser opção para escoar a safra, oferece um passeio de quatro horas aos turistas.
O preço das passagens varia de R$ 21, para a categoria popular, a R$ 90, dependendo do serviço durante o trajeto. A média de turistas anual é 110 mil pessoas 16% são estrangeiros. Este ano a previsão é atingir 150 mil passageiros. Informações: www.serraverdeexpress.com.br.
Para reduzir custos e aumentar as receitas, alguns vagões são patrocinados por empresas que ajudam ainda na reforma e na manutenção da frota. Também há parcerias com restaurantes, hotéis e barcos.
Suspenso desde 1996, o transporte de passageiros no trecho de Campo Grande a Corumbá (MS) está prestes a ser retomado. A volta do Trem do Pantanal, como é conhecida a linha, foi aprovada pelo governo federal, com a condição de que o trecho, de 459 quilômetros, seja recuperado. A aprovação será publicada esta semana no Diário Oficial da União e as obras começam em seguida. Pelo menos parte do percurso deve ser aberta a moradores da região e turistas ainda este ano.


