Nem só de mar e areia vive o veranista paranaense em férias. Aproveitar o contato com o verde da natureza e sentir o prazer de pescar pertinho de casa é uma das opções de fazer turismo e divertir a família sem gastar muito em Londrina. Os pesque-pagues da cidade têm sido um roteiro bastante procurado neste verão. Uma média de 300 a 500 pessoas visitam os tanques de peixes do Ishikawa e Toca do Jacaré, na zona sul, e do Bom Peixe, na zona norte. ''Os dois peixes que peguei foram maiores do que o do meu pai'', contava com orgulho, no último domingo, o garoto Yuri, 7 anos, filho do clicherista do ramo gráfico, Fernando Aparecido Rafael, no pesque-pague Ishikawa.
A tranquilidade e o sossego nas áreas que circundam os tanques de peixes são um atrativo para quem tem um trabalho estafante durante a semana. ''Viemos aqui para relaxar do corre-corre da semana'', reconhece a funcionária pública estadual, Marilena Félix, que pescava sob a sombra de uma árvore, ao lado do marido aposentado, Darci Félix, no pesque-pague Bom Peixe. A integração familiar é outro fator proporcionado pelos pesque-pagues aos visitantes. Em férias, o gerente de vendas Joás dos Santos Silva Júnior reuniu a mulher e os dois filhos e foi para o Ishikawa na tarde de domingo. ''De vez em quando viemos aqui'', disse, enquanto contava os oito peixes no samburá (cesta para peixes).
Além disso, os pescados de água doce como tilápia, pacu e piauçu podem ser saboreados em pratos elaborados pelos restaurantes do Ishikawa e Bom Peixe. Pacu ao vinagrete, filé de tilápia, e outras iguarias como frango caipira com polenta e carne de porco no forno à lenha são a principal atração do Pesque-Pague Bom Peixe. O cardápio é produzido pelas cozinheiras da família proprietária, Sônia e Aurélia Clivatti, mãe e filha, respectivamente. ''Adoro pescar e almoçar depois'', comenta o aposentado Olavo Gomes de Azevedo, que há mais de cinco anos vai quase todos os dias ao Pesque-Pague Bom Peixe.
Em contrapartida, outras alternativas são oferecidas pela Toca do Jacaré, como os três chalés com piscina com escorregador, três campos de futebol suíço, além da pesca esportiva, onde o pescador pesca exclusivamente por esporte e deve obrigatoriamente devolver o peixe à água. ''É muito gostoso tirar o peixe d'água'', explica o experiente pescador Roberto Cabreira, 40 anos, sentado em frente a quatro varas com carretilhas. Ele não é o único. Mais de uma dezena de pessoas optam por esta prática.

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