TURISMO NO INVERNO - Friozinho da serra é convite para belos passeios
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terça-feira, 12 de junho de 2007
Natália Zonta<br> Agência Estado 
São Paulo - Baixas temperaturas, boa comida, gente bonita e muita badalação. Essas são as promessas para este inverno nas serras do País. Uma excelente opção para curtir o romance. Da Mantiqueira, ''capitaneada'' por Campos do Jordão, à Serra Gaúcha de Gramado e Canela, a idéia, a partir de agora, é aproveitar ao máximo a temporada.
A apenas 158 quilômetros de São Paulo, Campos do Jordão, não tem jeito, é a estrela do inverno na Serra da Mantiqueira. A cidade é destino de todo tipo de turista, principalmente os mais endinheirados e apaixonados. Em média, os visitantes que permanecem mais de uma semana por lá gastam R$ 330 por dia.
''Nos meses de junho e julho, Campos vira um verdadeiro centro de publicidade. Recebemos, em média, 300 empresas que querem mostrar seus produtos pelas ruas e shoppings'', diz o secretário de Turismo, Flávio Ventura.
Um dos eventos mais esperados da temporada é a 38 edição do Festival Internacional de Inverno, entre 7 e 29 de julho. Estão programadas apresentações do maestro Roberto Minczuk e homenagens às mulheres. A programação completa está no site www.festivalcamposdojordao.org.br.
Quem planeja ir a Campos, porém, precisa fazer logo a reserva em um dos 212 hotéis e pousadas da região. A taxa de ocupação média em julho é de 85%. ''Geralmente, as pessoas ficam hospedadas por cinco dias. Em julho, recebemos cerca de 35 mil turistas, quase a população inteira da cidade (de 49 mil habitantes)'' afirma Ventura.
São Francisco Xavier
Não quer badalação ou grandes eventos? Então, São Francisco Xavier (www.saofranciscoxavier.org.br) pode ser o local perfeito para você e seu par. O pequeno distrito de São José dos Campos, com menos de 3 mil habitantes, é conhecido pelo sossego. ''O turismo que fazemos aqui é de contemplação'', afirma o presidente da Associação de Turismo Sustentável da cidade, Nivaldo Lopes da Silva.
Mas, é bom avisar, para admirar as melhores paisagens é preciso bater perna. O distrito tem várias trilhas que podem ser feitas a pé ou de bike. Uma das mais populares é a Trilha do Jorge - custa R$ 40 com a Ecoturismo São Francisco Xavier. São 11 quilômetros de caminhada, durante um dia inteiro, para chegar a Monte Verde, já em Minas Gerais.
Apesar de pequena, a cidade tem razoável variedade de hospedagem: são cerca de 450 leitos - sem contar as casas e chácaras alugadas para os turistas. ''Na temporada, chegamos a receber aproximadamente 800 turistas por fim de semana'', afirma Silva.
Santo Antônio do Pinhal
Outra boa investida na Serra da Mantiqueira, Santo Antônio do Pinhal fica a apenas 15 quilômetros de Campos do Jordão. Apesar da proximidade, as cidades têm estilos bem distintos. ''Buscamos ressaltar os nossos diferenciais para não concorrer com Campos'', afirma a chefe de gabinete da prefeitura, Maria José Costa Barbosa.
Para deixar as diferenças bem claras, neste ano, pela primeira vez, será organizado um festival regional de inverno com a cara de Santo Antônio, que começou dia 1º e vai até 29 de julho. ''Vamos colocar apresentações de música caipira, comidas típicas e feira de artesanato'', diz Maria José.
Quem quiser algo mais radical, a boa é visitar o Pico Agudo, onde há quatro rampas para decolagem de planador (o vôo dura de 30 a 40 minutos e custa R$ 200 com a Pró Delta). Mais informações sobre Santo Antônio do Pinhal no site: www.santoantoniodopinhal.sp.gov.br.
Serras mineiras
A pequena Monte Verde (www.guiamonteverde.com.br), em Minas Gerais, virou refúgio perfeito para os românticos. Não por acaso, até as pousadas mais simples têm lareira nos quartos. Nas sofisticadas, o luxo se multiplica - algumas dispõem de enormes jacuzzis no banheiro. Esse clima especial para casais atrai cerca de 10 mil turistas por dia na alta temporada. ''Os restaurantes se esmeram e servem fondue à luz de velas'', diz o secretário de Turismo de Monte Verde, Gustavo Arrais. ''A pista de patinação, no centro da cidade, é outro point.''
As duplas mais aventureiras também encontram diversão, principalmente a bordo dos quadriciclos. O passeio de uma hora, com guia, custa a partir de R$ 100 por pessoa na Verde Rumo. Há, ainda, a opção de encarar as trilhas que levam até o Chapéu do Bispo, a Pedra Redonda e a Pedra Partida. Os passeios duram três horas e custam, em média, R$ 50 por pessoa, na Multisport.
Gonçalves
Quem procura isolamento e um clima de interior deve parar em Gonçalves (www.goncalvestur.com.br), entre Monte Verde e Campos. Ali, os grandes atrativos são trilhas que levam até os pontos mais altos, como a Pedra Chanfrada (a 1.771 metros) e a Pedra do Forno (1.970 metros). Outras caminhadas permitem que os visitantes vejam quedas como a Cachoeira do Simão, a 3 quilômetros do centro. Os passeios duram cerca de duas horas e meia, e custam a partir de R$ 15, com a Tribo da Montanha.
Bueno Brandão
Menos conhecida, Bueno Brandão (www.buenobrandao.com.br) é pitoresca e cheia de opções de lazer. São 33 cachoeiras espalhadas nas fazendas do município. A trilha de um dia inteiro, que passa por quatro quedas - Félix, Cascavel 1 e 2, e David -, custa R$ 85 com a Gava Turismo. ''Ainda temos opções de passeios a cavalo, rappel e trilhas'', afirma José Marcelo Guarnieri Barbosa, chefe da Divisão de Turismo de Bueno Brandão.
Para atrair visitantes, a cidade de 11 mil moradores organiza anualmente o Arraiá do Zé Bagunça, no centrinho, entre 12 e 15 de julho. A festa homenageia um morador que tinha esse apelido e sempre promovia quermesses para pagar uma promessa. A comemoração ficou popular e hoje faz parte do calendário oficial da cidade.
''Na última festa, recebemos mais de 10 mil pessoas nos três dias do evento'', conta Barbosa. Na programação, apresentação de orquestra de violeiros e duplas sertanejas. ''Nosso objetivo é fazer um resgate da cultura.''


