Turismo místico incentiva economia da região
O cajado, símbolo dos peregrinos, abre novos caminhos turísticos no Estado, oferecendo alternativas de renda e de inclusão social para as regiões das Missões, Noroeste Colonial e Fronteira Noroeste. Inspirados em Santiago de Compostela, na Espanha, os peregrinos missioneiros Cláudio Reinke, Gladis Pippi Tavares, Marta Antônia Benatti e Romaldo Melher dos Santos criaram o ''Caminho das Missões Jesuitíco-Guarani''. O projeto tem o apoio do governo do Estado, através da Secretaria do Turismo, integrando-se ao plano ''Viajando pelo Rio Grande do Sul''.
O caminho missioneiro completo, em solo gaúcho, tem 190 quilômetros, que são percorridos a pé, em média, durante sete dias, de São Nicolau a Santo Ângelo.
De acordo com Gladis Pippi, pesquisadora, professora de História, diretora do Museu das Missões e uma das idealizadoras do projeto, o roteiro místico/cultural do Rio Grande do Sul reproduz trilhas abertas pelos índios guaranis na construção dos Sete Povos das Missões, há quase 400 anos. Também existem antigas estradas desbravadas pelos tropeiros de gado locais onde começou a povoação do Rio Grande do Sul.
O produto turístico Missões integra o Circuito Internacional das Missões Jesuíticas, considerado pela Unesco um dos mais importantes roteiros do mundo.





