Gigante pela própria natureza. A frase do Hino Nacional parece ter sido escrita especialmente para o Mato Grosso. Com 906 mil quilômetros quadrados, o estado do Centro-Oeste abriga santuários ecológicos como o Pantanal (230 quilômetros quadrados), a Floresta Amazônica (ocupa 50% do território), o Cerrado, com seus sítios arqueológicos, cavernas, rios e cascatas e o Vale do Araguaia. Visitar o gigantesco estado do Mato Grosso significa estar em contato direto com a natureza.
Após desembarcar no aeroporto de Várzea Grande ou chegar de carro pela BR-163 em Cuiabá, a vontade é de partir logo para o Pantanal. A maior planície inundada do planeta e terceira maior reserva ambiental do mundo é abundante em animais, facilitando assim a observação da flora e da fauna.
Quem vai ao Pantanal pode ver, sem esforço nenhum, muitos jacarés, quatis, veados, capivaras e várias espécies de pássaros - entre eles, o Tuiuiú, ave típica do Pantanal e a mais bonita de todas.
Para ficar mais perto ainda de natureza, a dica é seguir para o município de Poconé (onde existe a opção de comprar artesanatos locais) - a porta de entrada do Pantanal matogrossense. São 110 quilômetros de Cuiabá a Poconé.
É aqui que começa a Transpantaneira, uma estrada-parque não asfaltada com 147 quilômetros de extensão e 126 pontes. É a estrada que possui mais pontes no mundo inteiro e é conhecida como um dos mais extensos jardins zoológicos ao ar livre do planeta.
No trajeto da Transpantaneira, que termina em Porto Jofre, no Rio Cuiabá, é possível escolher uma entre as mais de 20 pousadas ao longo da estrada. São antigas fazendas de gado adaptadas para receber os visitantes, que oferecem programação e passeios aos turistas.
Entre as pousadas, está a Piuval, a 10 quilômetros de Poconé. O local, uma antiga fazenda, é agradável e une simplicidade e conforto - são 20 apartamentos com ar-condicionado e tevê. ''Não chamem nossa casa de hotel. É a minha família que trabalha aqui e procura agradar os visitantes'', diz o proprietário João Losano Campos, que recebe o grupo de turistas com um largo sorriso no rosto.
A Piuval, assim como quase todas as demais pousadas da Transpantaneira, oferece passeios orientados por guias especializados. São caminhadas em trilhas ecológicas, passeios a cavalo ou charrete, de barco a motor e pesca de piranhas e focagem noturna.
Para facilitar a observação de aves, a tecnologia entra em ação. O guia Ricardo Casarin, 26 anos, da Pousada Araras Eco Lodge, usa um I-Pod para reproduzir as ''vozes'' dos pássaros. ''Uso com muita responsabilidade. O uso excessivo pode fazer com que a ave saia de seu habitat'', explica.
E o 'truque' de Casarin não demora para dar resultado. Logo, várias aves podem ser vistas no belo cenário do pantanal matogrossense.
Outro destaque das pousadas fica por conta dos restaurantes. A variedade e a quantidade de comida satisfazem quem gosta de saborear um (ou mais de um) bom prato. Claro que o carro-chefe é a típica comida pantaneira - muito peixe (frito, assado, com molho, pirão) carnes de porco e de boi, feijão e arroz.
Além dos passeios e da boa culinária, o Pantanal Mato Grosso Hotel Beira Rio tem um atrativo a mais. Peixinho, uma espécie de guia, violeiro e animador da pousada, é diversão garantida. Nos passeios, ele imita os sons dos animais e ''conversa'' com eles. Taffarel, o tuiuiú, Saddam, o jacaré, e muitos outros, atendem o chamado de Peixinho e até se exibem para os turistas.
À noite, no deck à beira do Rio Pixaim, Peixinho reúne os turistas para uma autêntica roda de viola. E claro, com muitas e boas histórias pantaneiras.
* O jornalista viajou a convite da Secretaria de Turismo do Mato Grosso

SERVIÇO
- Pousada Piuval - (65) 3345-1338/3345-2545 ou www.pousadapiuval.com.br
- Pousada Araras Eco Lodge - (65) 3682-2800 ou www.araraslodge.com.br
- Pantanal Mato Grosso Hotel -(65) 9981-3525/3614-7500 ou www.hotelmatogrosso.com.br

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