ReproduçãoSalvador, que em 1999 completará 450 anos, foi escolhida pela infra-estrutura adequada ao potencial da feiraCaio Alcântara Machado, presidente da empresa organizadora da 1ª FMT, lamenta ao dizer que no Brasil, infelizmente, só agora o turismo está sendo encarado com seriedade. ‘‘Nem o governo investia nesse negócio. Agora que resolveram investir, chegou a hora da Alcântara Machado fazer sua parte e realizar essa feira.’’
O presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho, pondera e diz que o turismo exige planejamento. ‘‘Turista não cai do céu. As coisas estão começando a dar certo porque o imediatismo está acabando e estamos saindo de um circuito fechado. Hoje o turismo é tratado como assunto econômico.’’
Para Caio Carvalho, o Brasil está criando a consciência de que um grande país é um país com desenvolvimento turístico. ‘‘E a FMT vai privilegiar o Brasil. De nada valeria fazer a feira para vender outros países e esquecer o nosso.’’ O presidente da Embratur completa que a sede da FMT, a Bahia, foi bem escolhida. ‘‘Trata-se de um Estado que respira turismo e foi o primeiro que pensou o turismo como fato econômico.’’
Salvador, que em 1999 completará 450 anos, foi escolhida pela infra-estrutura adequada ao potencial da feira, que possibilitará aos organizadores oferecerem os mesmos serviços que os realizados das grandes feiras européias. Segundo o diretor da FMT, Raúl Olivares, além das belezas naturais, a capital baiana é dotada de moderna infra-estrutura hoteleira, de transportes e telecomunicações, e é bem servida por vôos nacionais e internacionais.
‘‘O turista é um habitante temporário e, como todo cidadão, deve ter uma infra-estrutura adequada.’’ A opinião é do secretário Paulo Gaudenzi, que garante que o turismo para o governo da Bahia é sinônimo de desenvolvimento econômico. ‘‘Temos o chamado Plano dos 12 Anos - estamos no oitavo - no valor de US$ 1 bilhão e 800 milhões, dos quais já foram investidos US$ 1,8 bilhão. Estamos criando 14 produtos turísticos da Bahia. ‘‘Esse plano vai ultrapassar os US$ 2,2 bilhões’’, adianta. Gaudenzi diz que a Bahia é garantia de sucesso para o empreendimento.(J.S.)

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