São Paulo - Nem a crise aérea deve ser capaz de frear o avanço do turismo no Brasil. Pelo menos é o que apontam os números, para lá de otimistas, divulgados no início do mês pelo World Travel & Tourism Council (WTTC), conselho de turismo formado por empresários internacionais do setor. O órgão analisou as perspectivas de expansão da atividade turística no Brasil e no mundo, tanto para 2007 como para os próximos dez anos.
Segundo estudos da Oxford Economics, a expectativa é de que, no País, os negócios do setor cresçam 7,2% neste ano. Nos anos seguintes, o índice deve ser de 5,3% - 1 ponto porcentual acima do previsto como média mundial.
De acordo com o presidente do WTTC, Jean-Claude Baumgarten, nem mesmo a crise área pela qual o País passa deve comprometer os indicadores no futuro. ''A Índia tinha um problema muito parecido com o do Brasil'', disse. ''Depois de pouco mais de três anos dialogando com o governo, conseguimos convencê-los de que o melhor a fazer era abrir o céu para a concorrência com outras empresas.'' Para ele, a mesma fórmula pode ser aplicada no Brasil.
No ranking dos países da América Latina, o Brasil também apresenta um bom desempenho. Aparece em segundo lugar, atrás do México, com previsão de o turismo movimentar mais de R$ 184 bilhões em 2007. Em relação ao gasto dos turistas no País, a projeção também é bastante otimista: mais de US$ 5 milhões neste ano.
Todas as cifras apresentadas, de acordo com a entidade, devem resultar em um processo de criação de emprego nos próximos anos. A perspectiva é de que o número de postos de trabalho relacionados à atividade turística aumente mais de 6% em todo o Brasil.
Para Baumgarten, assim como ocorre no restante do mundo, as pequenas empresas prestadoras de serviços e as operadoras regionais serão as maiores responsáveis pelo crescimento do turismo no País. ''Temos um estudo que mostra que apenas 20% do impacto financeiro criado pelo setor vem das grandes companhias'', disse.

mockup