O processo de composição e a busca por trejeitos característicos de um personagem são alguns elementos que acompanham a vida de um ator. Ainda mais quando se trata de tipos de época. Para Renato Góes, que vive o contador Nuno de "Joia Rara", estar inserido em uma trama que se passa nas décadas de 1930 e 1940 é algo que o estimula bastante. "Tudo é feito com mais cuidado, desde a forma de agir até falar", observa.
Renato também reencontra o texto de Duca Rachid e Thelma Guedes após a atuação em "Cordel Encantado", na pele do divertido Fausto. "Os dois trabalhos são incríveis, mas faço tipos completamente diferentes", conta.
Na trama, Nuno se demite da Fundição Hauser após saber sobre as falcatruas da empresa. "O meu personagem não quer prejudicar ninguém, mas não aguenta ver tanta maldade."
Diante da oportunidade de contracenar com José de Abreu, que vive Ernest, o poderoso dono da fábrica, Renato coleciona as dicas do veterano para um bom entrosamento diante às câmaras. "O Zé conversou muito sobre os papéis e ressaltou a importância do Nuno. Ele me deixou muito à vontade", elogia.
Mas, agora, o personagem abandona o tom mais sério e se volta para o núcleo de humor. Isso porque surge uma oportunidade de emprego no cabaré. "Nuno é a cabeça pensante do lugar como estabelecimento financeiro", avalia.
Natural de Recife, o ator de 26 anos começou os seus primeiros passos na carreira artística por influência da mãe. "Ela me vestia todo para desfilar", recorda. Depois de investir nos cursos de interpretação e em desfiles, Renato se estabilizou no Rio de Janeiro em 2006, quando intensificou os estudos para a interpretação. "Quis vir para um lugar que abrange todos os meios para o ator", explica.

Nome: Renato Góes de Oliveira.
Data de Nascimento: Em 19 de dezembro de 1986, em Recife.
O primeiro trabalho na tevê: Antônio Carlos, de "Pé na Jaca", de 2006.
Atuação inesquecível: "As cenas com Marcos Caruso em 'Cordel Encantado'".
Interpretação memorável: Marcos Frota em "Mulheres de Areia", de 1993.
Um momento marcante na carreira: "Minha estreia no cinema, em 'Solidões', longa de Oswaldo Montenegro".
A que gosta de assistir: "Bons filmes de qualquer gênero".
A que nunca assistiria: "Odeio programas sensacionalistas".
O que falta na televisão: "Mais séries brasileiras".
O que sobra na televisão: "Apelo aos belos corpos femininos para atrair a atenção do telespectador".
Ator favorito: Marcos Caruso.
Atriz predileta: Fernanda Montenegro.
Com quem gostaria de contracenar: "Com Tony Ramos. Além de ser o ator que é, todos os colegas ressaltam sua generosidade".
Se não fosse ator, o que seria: "Um espectador assíduo do teatro".
Humorista: Marcelo Adnet.
Novela preferida: "A Próxima Vítima", de 1995.
Vilão marcante: Timóteo, de "Cordel Encantado", de 2011.
Personagem mais difícil de compor: Nuno, de "Joia Rara".
Papel que mais teve retorno do público: Fausto, de "Cordel Encantado".
Melhor bordão da tevê: "Stop, take it easy. Me poupe, me economize, Salgadinho", de Lucineide, interpretada por Regina Dourado em "Explode Coração", de 1995.
Melhor programa de humor: "Tapas & Beijos".
Que novela gostaria de ser reprisada: "O Rei do Gado", de 1996.
Que papel gostaria de representar: "Tenho vontade de montar algo relacionado ao Charles Chaplin".
Par romântico inesquecível: "Com Luana Martau em 'Cordel Encantado'".
Com quem gostaria de fazer par romântico: Débora Falabella.
Filme: "Dançando no Escuro", de Lars Von Trier.
Livro de cabeceira: "Pulp", de Charles Bukowski.
Autor predileto: Woody Allen.
Diretor favorito: Bernardo Bertolucci.
Projeto: "Trabalhar como ator até não poder mais".

mockup