Tudo sobre a música ocidental
Tudo sobre a música ocidental
Livro de Otto Maria Carpeaux, publicado pela primeira
vez há quarenta anos, está de volta às livrarias
ReproduçãoLivro exclui análises da música oriental ou dos gregos antigos, atendo-se às sonoridades européias e das AméricasNelson Sato
A Ediouro está relançando Uma Nova História da Música, de Otto Maria Carpeaux (1900-1978). O livro, publicado pela primeira vez em 1958, traça uma panorâmica propositalmente parcial da música enfocando apenas sua manifestação no Ocidente.
Em seis capítulos, Carpeaux analisa as criações sonoras européias (inclusive da Europa Oriental) e das Américas, excluindo do estudo as músicas dos chineses, dos indianos ou dos gregos antigos. O autor estava convencido na época de que a música, tal como a conhecemos, seria um fenômeno específico da cultura ocidental.
Em nenhuma outra civilização ocupa um compositor a posição central de Beethoven na história da nosssa civilização; nenhuma outra civilização produziu um fenômeno comparável à polifonia de Bach, justifica ele no texto explicativo. Carpeaux, que nasceu na Áustria e se naturalizou brasileiro em 1944, passa batido pelo padrão cronológico que costuma se impor às obras do gênero, deixando de lado os habituais capítulos introdutórios dedicados à música antiga.
Nossa literatura, nossas artes plásticas, nossa filosofia seriam incompreensíveis sem o conhecimento dos seus fundamentos greco-romanos. Mas não acontece o mesmo com a nossa música. Esse produto autônomo da civilização ocidental moderna não tem suas origens na Antiguidade que se costuma chamar clássica, argumenta ele, em outro trecho.
Em sua revisão histórica, Carpeaux tem como ponto de chegada a chamada nova música, representada por compositores como Stravinsky, Schoenberg, Bela Bartók, Alban Berg, Anton Webern, Erik Satie, Pierre Boulez e Stockhausen. O livro tem 432 páginas e está à venda a R$ 19,00.





