Intourist we trust , essa poderia ser a máxima em voga na Rússia. Dos visitantes, quanto mais dólar tirar, melhor. A antiga estatal de turismo soviética (Intourist), hoje privatizada, mantém a burocracia como nos velhos tempos de Cortina de Ferro. Tal prática reflete-se nos consulados russos. A complicação e a demora para tirar um visto são proporcionais à quantia de dólares disponível. Normalmente, os consulados exigem, além de toda a documentação de praxe para uma viagem internacional, dez dias de prazo para concessão do visto, que custa US$ 60. Mas se o turista tiver pressa, pode obter o visto em dois ou três dias. Basta pagar o dobro ou o triplo.
Nos museus e teatros, praticam-se valores diferenciados para turistas e moradores. O ingresso para uma apresentação do Balé Mariinski (antigo Kirov), em São Petersburgo, custa para um russo cerca de 50 centavos de dólar. Para os estrangeiros, ‘‘módicos’’ US$ 25. Ainda assim, é mais barato assistir ao balé lá do que na Europa ou em Nova York.
Na hora de ir às compras, é possível encontrar quase todas as principais etiquetas de estilistas europeus e americanos, muitas vezes mais baratas do que em seus países de origem. Dê atenção, porém, ao delicado artesanato russo. Como a matrioska, símbolo do país, que é uma boneca de formas arredondadas em madeira fina e pintada à mão, uma dentro da outra. Os preços são proporcionais à qualidade da pintura e ao número de peças. Uma mais barata, com cinco peças, custa entre US$ 5 e US$ 10; as maiores, com 21 peças, chegam a US$ 500.
Alternativas mais caras de compra são o samovar ‘‘aparelho de chᒒ e as caixas de papel machê ou laca. Mais em conta são as jóias feitas com âmbar báltico ou malaquita, esta uma pedra verde dos Montes Urais. Como souvenir ‘‘ideológico’’, há boinas, casacos e jaquetas militares da ex-URSS. O kit ‘‘comunista’’ se completa com bottons de Lênin, da foice e do martelo, à venda em qualquer esquina ou nas portas dos hotéis. (AE)

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