TUDO PELA 'MÁQUINA'
PRODUÇÃO TUDO PELA MÁQUINA Uma equipe de 25 pessoas trabalha arduamente para montar a cenografia do espetáculo A Máquina. Estréia acontece dia 21 fotos de Márcio ScatrutA concepção cenográfica de João Falcão requer meticuloso trabalho braçal. Produção instalou torres de metal para sustentar spots de iluminação e cenário Francelino França De Curitiba A complexa engrenagem de A Máquina, espetáculo com direção de João Falcão, numa releitura do romance de Adriana Falcão, está exigindo um intensivo esforço da equipe de produção do Festival de Teatro de Curitiba. A peça tem estréia agendada para o dia 21. A pré-produção consumiu uma semana de trabalho basicamente braçal. O cenário meticulosamente intrincado, representando uma máquina, ficará sobre o palco. A concepção cenográfica de João Falcão exigiu a construção de um palco circular ladeado por quatro conjuntos de arquibancadas. Nesse espaço orgânico e harmônico, os 300 espectadores e os cinco atores do espetáculo começam uma viagem junto com Antônio e Karina, personagens da história, habitantes de Nordestina, um pequeno povoado sertanejo. O rapaz traz os olhos do mundo para aquele ponto inexistente no mapa. Falcão divide o personagem masculino para quatro atores. Antes de A Máquina entrar em operação uma equipe de 25 pessoas preparam a estrutura do espetáculo. A pré-montagem dessa peça envolve muitas horas de trabalho e tem de ser precisa como uma máquina, afirma Tânia Rocha, produtora do espetáculo. A produção do FTC providenciou um complexo arsenal de iluminação, como também o equipamento de som. As arquibancadas e o cenário-máquina foram trazidos pela produção do espetáculo. Para montar a cenografia, a produção instalou torres de treliça de metal para sustentar os spots de iluminação e o cenário. O Galpão, local destinado a apresentação, foi totalmente remodelado para o evento, no Centro de Curitiba. Foram reformados banheiros, telhado, colocadas vigas de reforço e remodelados os camarins. Os custos da reforma chegam a R$ 3 mil. No currículo do diretor João Falcão, a montagem de A Máquina possui um caráter diferenciado, em relação às outras produções. Esse espetáculo foi concebido para espaços alternativos. Cada local de apresentação terá uma adaptação ao espaço, prossegue Tânia. Do monólogo high-tech Uma Noite na Lua, protagonizado por Marco Nanini, Falcão pretende realizar nessa encenação uma integração entre público e cenário. Os espectadores, com essa proximidade, podem sentir a pulsação e até cada tomada de respiração dos atores. A Máquina, certamente, é um dos espetáculos mais aguardados do Festival de Teatro de Curitiba.





