O jornalista Marques Júnior, 28 anos, está de malas prontas para ir ao Rock in Rio, ou melhor, para ver a banda REM, que pela primeira vez chega ao Brasil. Célebre por manter-se na sua, sem se curvar ao delírio da fama, o grupo passou muitos anos de sua carreira vivendo à margem do sistema fonográfico e ainda traz as marcas do mundo alternativo. O resto, naturalmente, é lucro. ‘‘Legal num festival como esse é a oportunidade de ver coisas diferentes, que você jamais veria num outro momento’’.
Espectador de grandes shows internacionais e do Hollywood Rock (esteve em dois anos consecutivos), Marques Júnior decidiu-se pela data do Rock in Rio assim que foi anunciada a presença do REM. ‘‘A gente não sabe quando vai ser o último show deles e talvez nem voltem mais’’. Coisa de fã: sai de Curitiba na noite de sexta-feira e na segunda pela manhã está de volta, trabalhando. ‘‘Tenho a semana inteira para dormir’’, simplifica.
Em Curitiba, as opções para ir ao Rock in Rio são variadas. As agências de turismo oferecem desde o pacote econômico com passagens de ônibus ida e volta (sai na sexta-feira e na segunda está de volta), até o de transporte aéreo, com estadia em hotéis. O preço máximo é de R$ 1.204,00 contra os R$ 140,00 cobrados num ônibus convencional.

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